- França e Canadá vão abrir consulates em Nuuk, capital de Groenlândia, fortalecendo laços no Ártico.
- A abertura ocorre em meio a tensões geopolíticas após o interesse do presidente dos EUA, Donald Trump, pela Groenlândia.
- A ministra das Relações Exteriores do Canadá, Anita Anand, e a governadora-geral Mary Simon vão participar da inauguração e se reunirão com autoridades locais.
- Anand planeja reunião com o ministro das Relações Exteriores da Dinamarca e com o ministro das Relações Exteriores de Groenlândia para tratar de segurança ártica.
- França será o primeiro país da União Europeia a abrir um consulado-geral na Groenlândia; o novo cônsul-geral francês, Jean-Noël Poirier, priorizará ouvidos às necessidades locais e iniciativas científicas e culturais.
França e Canadá vão abrir consulados em Nuuk, capital da Groenlândia, nesta sexta-feira, fortalecendo a presença no Ártico. A medida ocorre em meio a tensões globais após o interesse dos EUA em adquirir a ilha estratégica.
A abertura dos consulados sinaliza compromisso com parcerias e presença regional, enquanto a Groenlândia, território semiautônomo da Dinamarca, figura no centro do debate sobre soberania no Ártico.
Anita Anand, ministra das Relações Exteriores do Canadá, e a governadora-geral Mary Simon participam da cerimônia. Anand também se encontrará com autoridades dinamarquesas e groenlandesas para discutir cooperação em segurança.
Participantes e agenda
O Canadá anunciou, em dezembro, planos de abrir consulados em Groenlândia e em Anchorage, Alaska, para reforçar a presença no Ártico. Carney, primeiro-ministro canadense, prometeu ampliar presença militar e de segurança na região.
França será o primeiro país da União Europeia a estabelecer um consulado-geral na Groenlândia. O governo francês destacou o respeito à integridade territorial dinamarquesa. O consul-geral francês é Jean-Noel Poirier.
Contexto geopolítico
Macron já havia anunciado as propostas durante visita à Groenlândia no ano anterior, em sinal de solidariedade frente ao interesse de Washington. Poirier afirmou que o foco inicial será ouvir a população groenlandesa e apoiar iniciativas científicas e culturais.
A imprensa acompanha a evolução das operações consulares à medida que autoridades discutem cooperação em segurança ártica entre Canadá, França e Groenlândia. A relação entre EUA, aliados europeus e produção regional permanece em pauta.
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