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Rússia volta a atingir infraestrutura energética da Ucrânia

Rússia ataca novamente a infraestrutura energética da Ucrânia; EUA buscam encerramento do conflito até o verão, enquanto Kiev exige garantias de segurança e negociação

Los equipos de emergencia despliegan una carpa en Kiev para permitir a los vecinos entrar en calor y cargar sus dispositivos, el pasado 25 de enero.
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  • Novo ataque russo à infraestrutura energética da Ucrânia: cerca de quatrocentos drones e aproximadamente quarenta mísseis de diversos tipos atingiram áreas do oeste e regiões de Kiev, Járkov, Vinnitsia e Zaporiyia; defesa ucraniana interceptou trezentos e quatro projéteis.
  • Regiões atingidas incluem Rivne, Lviv, Volyn e Ivano-Frankivsk, além de Kiev, Járkov, Vinnitsia e Zaporiyia; o foco foi a geração e distribuição de energia, já severamente deteriorada.
  • Zelenski informou que ataques visaram instalações-chave das usinas nucleares, destacando o nível de agressão e pedindo resposta internacional; a situação ocorre durante uma fase de negociações com apoio dos Estados Unidos.
  • EUA pressionam por fim da guerra antes do verão; Zelenski disse que Washington propõe eleições em maio e um referendo para ratificação de qualquer acordo, o que envolve mudanças legislativas e prazos políticos.
  • Em meio aos ataques, houve cortes de energia generalizados na Ucrânia, com temperaturas extremas previstas; Polônia fechou temporariamente o espaço aéreo perto da região afetada.

O conflito na Ucrânia voltou a registrar ataques maciços contra a infraestrutura energética do país neste sábado. Centenas de drones de ataque e dezenas de mísseis atingiram áreas no centro e oeste da Ucrânia, tanto na geração quanto na distribuição de energia. O objetivo declarado é pressionar Kiev e manter a pressão sobre as reservas energéticas do país.

As ações ocorreram cerca de quatro dias após o último grande ataque russo, em 3 de fevereiro. Os ataques partiram do norte e do leste, com foco principal no oeste do país, segundo informações das autoridades ucranianas. O impacto mais imediato foi a interrupção de fornecimento de energia em várias regiões.

Estados Unidos pressionam pela paz. Washington busca que Moscou e Kiev cheguem a um acordo para encerrar o conflito antes do verão, conforme declaração do presidente ucraniano Volodímir Zelenski. O texto divulgado pela assessoria de Zelenski cita avanços em conversas multilaterais, pouco antes de uma nova rodada em Abu Dabi.

Esforços diplomáticos e perspectivas de saída do conflito

Em Abu Dabi, Ucrânia, Rússia e Estados Unidos realizaram negociações visando um cessar-fogo e mecanismos de verificação. Embora haja progresso em aspectos militares básicos, questões centrais como aquisições territoriais e a gestão da usina nuclear de Zaporígia permanecem indisponíveis para acordo.

Zelenski afirmou que os EUA desejam que as partes cheguem a um acordo até junho, e que a janela de tempo pode exigir mudanças legislativas na Ucrânia, incluindo eleições em maio para apoio a um eventual plebiscito, conforme as propostas citadas pelo governo. O presidente ucraniano ressaltou que Kiev participará de reuniões internacionais, buscando garantias de segurança.

Os emisários de Washington teriam pedido uma desescalada nos ataques contra setores energéticos. Kiev indicar que está disposta, enquanto representantes russos afirmaram que responderiam após consultarem Moscou. Até o momento, as ações militares continuaram em várias frentes.

Impactos diretos no território ucraniano

Na noite de sexta para sábado, ataques atingiram principalmente a região de Rivne, além de áreas de Lviv, Volyn e Ivano-Frankivsk, no oeste. Também houve ações contra Kiev, Kharkiv, Vinnytsia e Zaporizhia, segundo dados das forças armadas ucranianas.

As defesas ucranianas anunciaram ter interceptado ou abatido 406 projéteis, incluindo dois mísseis hipersônicos Zircon e 37 mísseis de cruzeiro. Entre os 408 drones ofensivos, estavam modelos Shahed, Gerbera e Italmas, entre outros. Em meio ao bombardeio, a Ukrenergo confirmou cortes de emergência em várias regiões.

Nova rodada de confrontos intensificou o impacto sobre a população civil. Milhares de ucranianos permanecem sem aquecimento, água e eletricidade durante o inverno. Em fevereiro, algumas cidades devem enfrentar apenas quatro a seis horas de energia diárias, segundo autoridades locais.

Reação e contexto regional

No front leste, a Rússia intensifica a pressão, enquanto a Ucrânia busca apoio estrangeiro para manter a resistência. Em resposta, Kiev pediu suporte com sistemas de defesa aérea, incluindo Patriot e NASAMS, para enfrentar o arsenal russo.

Paralelamente, a Ucrânia lançou um ataque com drones contra alvos na Rússia durante a noite. Autoridades russas afirmaram que grande parte dos drones foi interceptada, especialmente na região de Volgogrado.

Como parte das medidas de segurança regional, a Polônia fechou temporariamente o espaço aéreo no sudeste do país e suspendeu voos em Lublin e Rzeszów. O Exército polonês mobilizou a aviação para proteger o território de possíveis impactos.

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