- O ministro de Informação de Uganda, Chris Baryomunsi, condenou a operação militar na casa do líder da oposição Bobi Wine, dizendo que ele não cometeu crime e pode retornar ao local.
- Wine está ausente de casa há semanas, após fugir de Kampala horas antes de ser anunciado o segundo colocado na eleição de 15 de janeiro.
- Em 24 de janeiro, Wine afirmou que a esposa foi levada ao hospital depois da invasão, com relatos de agressões durante a ação.
- O chefe do exército, Muhoozi Kainerugaba, negou que a esposa de Wine tenha sido agredida, mas later se disse que a mulher foi capturada e depois liberada.
- Baryomunsi informou que as autoridades vão investigar o caso; o governo diz não ter planos de retirar tropas da missão da União Africana na Somália, ao contrário de postagens de Kainerugaba sobre o tema.
O ministro da Informação de Uganda, Chris Baryomunsi, condenou o caso de invasão militar na casa do líder da oposição Bobí Wine ocorrida no mês passado, dizendo à Reuters que o cantor-turned-político não cometeu crime e tem liberdade para retornar ao local.
Wine está escondido há semanas após deixar sua residência em Kampala, horas antes de ser anunciado o vice da reeleição do presidente Yoweri Museveni na eleição de 15 de janeiro. A violência na residência foi relatada por Wine, que afirmou que sua esposa foi levada ao hospital.
No dia 24 de janeiro, Wine informou que sua esposa foi hospitalizada após a invasão de militares na casa do casal, com alegações de que parte da família foi desnudada e que ela foi estrangulada. As informações foram alvo de contestação pública.
O chefe militar, Muhoozi Kainerugaba, filho de Museveni, negou que os soldados tenham agredido a esposa de Wine, mas posteriormente afirmou em X que a mulher foi “capturada e liberada”. Baryomunsi garantiu que as autoridades vão apurar o caso.
Baryomunsi, também porta-voz do governo, afirmou que não se tolera indisciplina das forças de segurança e que qualquer violação da lei precisa ser investigada. Não comentou sobre possíveis punições aos funcionários envolvidos.
Um porta-voz do Núcleo de Unidade Nacional de Wine não respondeu a contatos para comentar o episódio. Kainerugaba publicou mensagens ligadas à operação, assim como à situação do exílio de Wine, sem detalhar motivos legais.
Além disso, o governo mantém posição de que não haverá retirada de tropas de uma missão da União Africana naSomália, contrastando com declarações de Kainerugaba sobre possíveis mudanças de financiamento. Autoridades destacam que posts pessoais de Kainerugaba não refletem política de Estado.
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