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Santos afirma que o mundo caminha por rumo incorreto

Santos alerta que o mundo caminha por rumo equivocado, com risco de guerra nuclear e crises globais, defendendo diálogo e paz na região

Juan Manuel Santos en una finca en Yotoco (Colombia), el 4 de febrero.
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  • O ex-presidente Juan Manuel Santos participou de um foro internacional em parceria com CAF e disse estar ativo na cena global, buscando orientar sobre paz, Venezuela, Trump, Petro e o caos mundial.
  • Em uma atividade no norte do Valle del Cauca, ele passou mais de sete horas conversando com ex-combatentes das FARC que hoje trabalham com café, ressaltando que paz e café são suas paixões.
  • Santos afirmou que o mundo caminha por um caminho errado e destacou riscos existenciais como guerra nuclear, mudanças climáticas, pandemias e inteligência artificial.
  • Comentou a intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, dizendo que foi impecável do ponto de vista militar, mas ilegal e um mau precedente; pediu definição rápida de uma rota de transição democrática na Venezuela.
  • Enfatizou a importância do diálogo entre forças políticas da região, a continuidade do acordo de paz com as FARC e a necessidade de implementação desse acordo pelo próximo governo, sem reformas constitucionais.

Juan Manuel Santos mantém presença ativa no debate internacional, mesmo após o fim de seu mandato. O ex-presidente colombiano foi destaque em Panamá, onde participou de um foro econômico, e seguiu para o norte do Valle del Cauca, onde manteve longas conversas com ex-integrantes das FARC que hoje trabalham com café.

Entre encontros, Santos recebeu visitas de diversos líderes e analistas, ressaltando que não pretende abandonar o espaço global. Em entrevista ao evento organizado pelo CAF com apoio do World in Progress, ele ressaltou a importância de a região manter diálogo em temas de segurança e cooperação.

Aos 74 anos, vencedor do prêmio Nobel da Paz em 2016, Santos tem se divulgado como voz crítica sobre o cenário internacional. Em suas palavras, há preocupação com fatores como guerra nuclear, mudanças climáticas, pandemias e avanços da inteligência artificial, alegando que ganham terreno no debate público.

Sobre Venezuela, o ex-presidente avaliou a intervenção militar estadunidense de janeiro como operacionalmente eficaz, porém ilegal sob a ótica do direito internacional. Mantém a posição de que a soberania venezuelana precisa de uma transição democrática acelerada.

Santos afirmou que o chavismo tende a perder força política, embora reconheça fragilidades na transição da atual gestão. A leitura é de que Delcy Rodríguez pode influenciar o processo, dependendo do ritmo e da forma da transição acordada, com influência de Washington.

Na relação entre oposição e governo venezuelano, o ex-presidente ressaltou a importância de uma hoja de ruta que envolva tanto o chavismo quanto a oposição. Segundo ele, Estados Unidos deve facilitar uma saída pacífica e definida para a transição.

Sobre o futuro do chavismo, Santos indicou que o modelo revolucionário perdeu força. No diagnóstico dele, a trajetória do movimento é fraca para retorno por vias democráticas a curto prazo. Ele também comentou o gesto de María Corina Machado ao entregar seu Nobel a Donald Trump.

No âmbito regional, Santos defende maior diálogo entre governos, independentemente da orientação ideológica. Ele acredita que acordos entre países latino-americanos, com foco em cooperação militar e combate ao crime, podem reduzir vulnerabilidades comuns.

Ao avaliar o acordo de paz com as FARC, Santos expressou frustração com a implementação pelos governos posteriores, mas manteve orgulho de ver o acordo ainda vigente e com boa adesão de grande parte dos signatários. Segundo ele, o caminho é seguir implementando o texto já existente na Constituição.

Sobre o papel dos ex-presidentes, Santos reforçou a ideia de atuação discreta e colaboração quando solicitados, evitando se colocar em posições que possam influenciar eleições. Disse que a diplomacia deve prevalecer sobre disputas de poder.

A entrevista também abordou a relação entre o presidente Gustavo Petro e o ex-presidente Iván Duque. O ex-chefe de Estado colombiano sugeriu que a continuidade do acordo de paz depende da implementação efetiva, não de reformas constitucionais, e que políticas de longo prazo são prioritárias para a região.

Fonte: El País.

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