- A União Europeia pediu a libertação imediata e incondicional de Jimmy Lai, após ele ter recebido pena de vinte anos de prisão por acusações de segurança nacional em Hong Kong.
- O bloco considerou a sentença pesada e manifestou repúdio, enfatizando a idade avançada e o estado de saúde de Lai na cobrança pela sua liberação.
- A UE afirmou que a persecução politicamente motivada de Lai e de ex-diretores e jornalistas da Apple Daily danifica a reputação de Hong Kong.
- O comunicado pede às autoridades de Hong Kong que restaurem a confiança na liberdade de imprensa, um pilar da posição financeira internacional da cidade, e que parem de processar jornalistas.
O Parlamento Europeu pediu hoje a libertação “imediata e incondicional” de Jimmy Lai, após a condenação de 20 anos de prisão por offences de segurança nacional em Hong Kong. A pena foi descrita como a mais severa já imposta nesse segmento legal.
A delegação diplomática da União Europeia afirmou que o veredito representa uma condenação pesada e sublinhou a necessidade de considerar a idade e a condição de saúde de Lai ao cobrar a sua libertação. A posição foi divulgada pela assessoria da UE.
A UE reforçou que a persecução de Lai e de ex-diretores e jornalistas da Apple Daily tem potencial de manchar a reputação de Hong Kong. Ao mesmo tempo, pediu às autoridades locais que restabeleçam a confiança na liberdade de imprensa, pilar histórico da cidade como centro financeiro internacional, e que interrompam acusações contra jornalistas.
Reação da UE
Segundo o comunicado, a União Europeia defende a libertação imediata de Lai, destacando que a prisão prolongada sem base adequada agrava tensões entre Hong Kong e a comunidade internacional. Os europeus também enfatizaram a importância de manter o espaço de imprensa livre para o funcionamento de uma sociedade aberta.
Lai, fundador da Apple Daily, permanece no centro de um choque entre autoridades de Hong Kong e setores pró-democracia. Além dele, ex-funcionários e jornalistas da publicação foram citados como parte do caso de segurança nacional. O desfecho tem repercussões para o debate sobre imprensa e direitos civis na região.
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