- Antigos advogados do atirador brando Brenton Tarrant afirmaram em tribunal que ele mostrou ansiedade durante o julgamento original, mas não parecia deprimido.
- Tarrant, de 35 anos, busca reverter a condenação na Corte de Apelação de Wellington e obter um novo julgamento.
- Ele já se declarou culpado, em 2020, de 51 acusações de homicídio, 40 de tentativa de homicídio e um de ato terrorista, após ter aberto fogo em duas mesquitas em Christchurch em 2019.
- Os advogados disseram que Tarrant reclamou do tratamento na custódia, incluindo algemas e uso de uma “fóssia suicida”, mas aparentemente se ajustou após um mês; avaliadores de saúde mental indicaram aptidão para responder ao processo.
- Tarrant cumpre pena de prisão perpétua sem possibilidade de condicional; a audiência de apelação deve durar cinco dias e encerrar nesta sexta-feira.
O ex-advogados do supremacista branco que matou 51 muçulmanos em Christchurch afirmaram ao tribunal nesta terça-feira que Brenton Tarrant apresentou sinais de ansiedade durante o julgamento original, mas não parecia deprimido. O objetivo dele é reverter a condenação e obter novo julgamento.
Tarrant, de 35 anos, é australiano e está em Wellington, na Corte de Apelação. Ele pediu a anulação da sentença. Na audiência, Tarrant declarou por videoconferência, na segunda-feira, que condições carcerárias severas teriam afetado sua saúde mental na época de seu acordo de culpa.
Os advogados Jonathan Hudson e Shane Tait, que o representaram entre 2019 e 2020, relataram ao tribunal que o réu reclamou de tratamento no cárcere, como algemas e uso de macacão de suicídio, segundo o New Zealand Herald. Contudo, disseram que Tarrant pareceu se ajustar após cerca de um mês.
Hudson afirmou ter algum conforto em avaliações de saúde mental que indicaram aptidão para deliberação. Segundo o relato, a saúde mental de Tarrant foi vista como estável ao longo das acusações. O advogado também mencionou que o réu desejava ser descrito como terrorista.
Tarrant cumpre pena de prisão perpena sem possibilidade de liberdade condicional. O recurso tem duração prevista de cinco dias, com conclusão esperada na sexta-feira. Os advogados que atuam no momento têm seus nomes mantidos em sigilo por determinação judicial e não puderam comentar.
Entre na conversa da comunidade