- Fatema Rajwani, 21 anos, foi libertada sob fiança após 18 meses na prisão e foi absolvida de roubo agravado e de tumulto violento no caso da invasão à fábrica da Elbit Systems, em Filton, perto de Bristol, em 6 de agosto de 2024.
- O júri não chegou a condenar por agressão grave contra o co-réu Samuel Corner; a acusação de GBH não teve veredito.
- O Serviço de Ministério Público (Crown Prosecution Service) informou que vai buscar retrial.
- Rajwani afirmou, ao analisar as imagens, que desmontou um drone com uma barra de ferro durante a ação.
- Ela descreveu o período de quase dois anos como traumático e disse que está tentando aproveitar a vida fora da prisão, valorizando liberdades simples.
Fatema Rajwani, 21 anos, e mais cinco ativistas do Palestine Action foram inocentados de crime de arrombamento agravado por invasão a uma fábrica de defesa israelense no Reino Unido. O veredito saiu após 18 meses de prisão para Rajwani.
O julgamento ocorreu no Woolwich Crown Court, relacionado à ação na fábrica da Elbit Systems em Filton, próximo a Bristol, em 6 de agosto de 2024. Os defensores argumentaram que a violência foi não planejada e que as câmeras ausentes deixavam lacunas na imagem dos acontecimentos.
Entre os réus, a promotoria afirmou que guardas de segurança foram ameaçados e que os réus estavam armados com marretas para intimidar; a defesa contestou esse relato, destacando uso excessivo de força pela segurança e a falta de imagens completas.
Situação dos réus e vereditos
Nenhum dos seis foi condenado por crime, mas o júri não atingiu veredito sobre danos causados a bens de terceiros nem sobre violenta perturbação em relação a alguns réus, incluindo um caso de GBH envolvendo Samuel Corner.
O Ministério Público informou que pretende solicitar retrial. Rajwani disse que, apesar da perspectiva de novo julgamento, o período de prisão foi traumatizante e provoca lembranças difíceis até hoje.
Rajwani afirmou que, para os jurados, a presença de evidências inteiras foi determinante para a absolvição do arrombamento agravado. Ela ressaltou que a ação visava interromper o que descreveu como uso extremo de violência, sustentando que a defesa não teve tempo de outras interpretações.
Contexto e próximos passos
O caso ressalta disputas legais sobre ações de protesto e riscos associados a confrontos com a indústria de defesa. O CPS informou a intenção de retrial, o que seguirá o curso do processo penal. Rajwani, por sua vez, busca retomar a vida cotidiana após a libertação sob liberdade provisória.
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