- A comissão eleitoral da Tailândia enfrenta pressão por suposta falta de transparência na contagem de votos em mais de uma dúzia de distritos, após a eleição geral de domingo vencida pelo partido do primeiro-ministro Anutin Charnvirakul.
- Vídeos nas redes sociais mostraram contagens no escuro, votos válidos marcados como rejeitados e divergências entre os números em diferentes locais e no sistema online. A Reuters não pôde verificar a autenticidade das alegações.
- O Partido Popular, que liderava as sondagens antes das eleições, pediu recontagens em dezoito distritos; o Pheu Thai apoiou a revisão onde houve dúvidas divulgadas pelo público; o United Thai Nation pediu recontagem em todo o país.
- Com quase noventa e cinco por cento das seções de votação reportando, a primeira leitura aponta o Bhumjaithai liderando com 193 das 500 cadeiras. A certificação oficial deve acontecer dentro de sessenta dias.
- Em decorrência, houve protestos em várias cidades; em Chonburi, local onde caixas de voto ficam guardadas, houve protesto de eleitores e tensão com autoridades, enquanto a comissão prometeu investigar as denúncias locais.
- O primeiro-ministro Anutin afirmou que o governo pode permanecer em funções de forma provisória até decisão sobre eventual recontagem, caso haja motivos como segurança de legitimidade.
O comitê eleitoral da Tailândia enfrentou pressão na quarta-feira por alegações de falta de transparência na contagem de votos em mais de uma dúzia de distritos, após as eleições gerais realizadas no domingo. A votação, vencida pelo partido do premiê Anutin Charnvirakul, ocorreu sem atraso no horário de fechamento das urnas. Pequenos relatos em redes sociais mostraram supostas irregularidades na apuração.
Entretanto, o comitê afirmou que recebeu 113 denúncias formais até quarta-feira e que todas estavam em análise. A entidade ressaltou que, se houver qualquer falha em uma seção, é possível registrar uma queixa e que a apuração buscará garantir imparcialidade. Acima de tudo, a transparência continua no centro do debate.
A eleição segue sem certificação oficial, processo que precisa ser concluído em até 60 dias. Dados parciais com quase 95% das secções reportadas mostraram o Bhumjaithai como líder, com 193 das 500 vagas, até o momento.
Recontagens e dúvidas sobre o processo
O Partido Popular, líder em pesquisas pré-eleitorais, aceitou os resultados, mas pediu recontagens em 18 distritos. O terceiro colocado, o Pheu Thai, apoiou revisões onde houve dúvidas públicas, enquanto o United Thai Nation pediu uma recontagem nacional.
Alguns participantes defenderam que uma recontagem repetida poderia confirmar ou esclarecer os números. O ex-primeiro-ministro Abhisit Vejjajiva, agora à frente do Democratas, afirmou que a transparência é crucial para manter a confiança pública.
Protestos e investigações locais
Na província de Chonburi, a 80 km de Bangkok, protestos exigiram uma recontagem após denúncias de folhas de contagem descartadas que não condiziam com os resultados oficiais. A operação no local envolve uma vara de badminton usada para armazenar as cédulas.
O comitê disse que investigará as acusações em Chonburi em dois dias antes de decidir se haverá ou não uma recontagem. Anutin afirmou que a formação do governo pode esperar caso haja motivos para revisar os votos.
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