- Arab Barghouti pediu ao governo britânico que a libertação do pai, Marwan Barghouti, seja prioridade na renovação democrática palestina, após o reconhecimento do Estado palestino pelo Reino Unido.
- Um grupo cross-partidário de deputados britânicos tem pressionado pela libertação, defendendo Barghouti como figura unificadora capaz de acelerar uma solução de dois estados.
- Barghouti permanece preso há 22 anos, condenado a várias sentenças de prisão perpétua; segundo a família, ele pode concorrer às eleições legislativas de 1º de novembro, mesmo na prisão.
- O filho disse que reconhecer um estado palestino sem ações concretas é apenas simbolismo e que a política palestina precisa de renovação democrática e nova liderança.
- Ele relatou isolamento desde 7 de outubro e relatos de agressões, cobrando que o Reino Unido, como observador do direito internacional, peça a libertação do preso.
Marwan Barghouti, líder palestino aprisionado, está no centro de um debate sobre a solução de dois estados. Seu filho, Arab Barghouti, pediu que o governo britânico priorize a libertação do pai como parte da renovação democrática palestina.
O apelo ocorre em meio a um movimento de MPs britânicos de várias siglas que defendem a libertação do dirigente, descrito como figura unificadora capaz de acelerar o processo de paz. Pesquisas indicam alta popularidade dele entre eleitores palestinos.
O governo britânico, por sua vez, não confirmou apoio à libertação. Barghouti cumpre 22 anos de prisão, condenado por cinco assassinatos em 2003, em um julgamento cujas condições foram questionadas por uma investigação da IPU.
Quem está envolvido
- Arab Barghouti, filho de Marwan Barghouti, líder da Fatah
- MPs britânicos de diversas formações políticas
- Governo do Reino Unido
- Governo de Israel e autoridades palestinas
Contexto e desdobramentos
Barghouti está detido há mais de duas décadas e já recebeu várias acusações de agressões no presídio, entre elas incidentes em períodos recentes. Israel tem liberado muitos presos de longa sentença, mas Barghouti permanece detido.
Segundo Arab Barghouti, o reconhecimento britânico de um Estado palestino sem ações concretas pode oferecer esperanças ilusórias. Ele afirmou que a democracia palestina não teve eleições em 20 anos e que o apoio à libertação ajudaria a representar o povo.
O filho afirmou que a libertação permitiria a Barghouti defender acordos não violentos e catalisar um caminho para uma solução de dois estados. A presença do pai em eleições locais não seria impedida pela prisão, segundo ele.
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