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Papa Leão aceita renúncia do arcebispo de Nova Orleans, Gregory Aymond

Pope Leo XIV aceitou a renúncia do arcebispo de New Orleans, Gregory Aymond, após acordo de US$ 305 milhões com cerca de 600 sobreviventes de abuso, indicando James Checchio como substituto

The archbishop, Gregory Aymond, speaks during Ash Wednesday services at St Louis Cathedral in New Orleans, Louisiana on 17 February 2021.
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  • O Papa Leo XIV aceitou a renúncia do arcebispo de New Orleans, Gregory Aymond.
  • A renúncia foi entregue ao Vaticano quando ele completou setenta e cinco anos em novembro de dois mil e vinte e quatro, e só foi aceita após os encontros com sobreviventes de abusos sexuais envolvendo a diocese.
  • A arquidiocese e seguradoras concordaram em pagar $305m a cerca de seiscentos sobreviventes, como parte de um acordo ligado ao processo de falência da instituição.
  • Aymond participou de encontros diários com grupos de vítimas de abuso entre seis de fevereiro e a terça-feira anterior à sua saída.
  • O substituto é James Checchio, ex-bispo de Metuchen, que já administrava a arquidiocese ao lado de Aymond e assume de forma definitiva.

Pope Leo XIV aceitou nesta quarta-feira a resignação do arcebispo de Nova Orleans, Gregory Aymond, conforme a Santa Sé. A decisão foi anunciada após Aymond concluir uma série de encontros com sobreviventes de abusos sexuais cometidos por membros do clero. O chambero se mantém no Vaticano, onde o papa aceitou o pedido.

Aymond havia apresentado a renúncia ao Vaticano ao completar 75 anos, em novembro de 2024, mas a aceitação ocorreu apenas após o arquivamento em breve do caso de proteção de falência que a arquidiocese abriu em 2020. O Vaticano planejava manter o arcebispo no posto até o desfecho do processo.

A arquidiocese e seus seguradores chegaram a um acordo de cerca de 305 milhões de dólares com aproximadamente 600 sobreviventes de abuso, em dezembro. Aymond realizou reuniões com grupos de vítimas diariamente entre 6 de fevereiro e esta semana.

Sucessão e confirmação

A mudança de liderança foi anunciada pelo US Conference of Bishops e pela arquidiocese de Nova Orleans, que indicaram que James Checchio assumiu a função de forma plena, após atuar como administrador ao lado de Aymond. Checchio era bispo de Metuchen, Nova Jersey, antes de ser designado para o território.

Aymond chegou a Nova Orleans em 2009, vindo de Austin, Texas. Em 2020, sugeriu ao Vaticano que a administração conseguiria encerrar o processo de falência por cerca de 7 milhões de dólares, incluindo compensação às vítimas.

Contexto do processo e desdobramentos

A arquidiocese apoiou a aprovação de reformas que culminaram na mudança legislativa na Louisiana, em 2021, permitindo que vítimas de abusos pudessem processar civilmente. O STF local confirmou a constitucionalidade da lei em junho de 2024, diante de recursos da diocese de Lafayette.

Entre as investigações destacadas pela imprensa, houve revelações sobre como quatro arcebispos de Nova Orleans teriam oferecido proteção a Lawrence Hecker, padre acusado de abusos. Hecker foi preso, declarou culpa em 2024 e morreu na prisão aos 93 anos.

Ao longo do processo de falência, a arquidiocese foi uma das mais antigas organizações desse tipo nos EUA e está entre as dezenas de igrejas católicas que entraram com proteção federal. O caso é citado em estudos da Dickinson Law sobre falências de entidades religiosas.

A nomeação de Checchio para liderar a Arquidiocese de Nova Orleans marca a transição para uma nova etapa administrativa. O papel do novo líder incluirá a gestão de uma comunidade católica de cerca de 500 mil fiéis na região.

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