- A congressista Alexandria Ocasio-Cortez acusou Donald Trump de promover um “age of authoritarianism” e de minar a aliança transatlântica com a Europa.
- Ela afirmou que Trump e Marco Rubio buscam retirar os EUA do mundo para abrir espaço a um governo autoritário, controlando a América do Norte e parte da América Latina.
- AOC criticou a política externa dos EUA, incluindo a prisão de Nicolás Maduro, ameaças de anexar a Groenlândia e o apoio à guerra de Israel em Gaza.
- A parlamentar defendeu uma política externa centrada na classe trabalhadora e um retorno a uma ordem baseada em regras, sem hipocrisias das gestões anteriores.
- O discurso ocorreu durante a Conferência de Segurança de Munique, em meio a um debate sobre populismo e relações transatlânticas, com a ausência de alguns legisladores por conta de um possível fechamento do governo.
A deputada Alexandria Ocasio-Cortez criticou a política externa de Donald Trump durante a Munich Security Conference, na Alemanha. Ela afirma que a administração busca abandonar a ordem global baseada em regras e promover uma era de autoritarismo, conforme discurso em painel sobre populismo. O evento reúne líderes e ministros de Estados aliados dos EUA.
O debate ocorreu na sexta-feira, no contexto da conferência de segurança. A deputada destacou uma visão alternativa de política externa nos EUA, contrapondo o giro à direita da atual administração em Washington. A fala foi dirigida a uma plateia de parceiros transatlânticos cada vez mais céticos com o foco nacionalista e militarista.
Segundo a congressista, Trump e o secretário de Estado Marco Rubio teriam adotado postura que visa retirar os EUA do mundo, para moldar um cenário onde o presidente possa comandar a América do Norte e a América Latina como seu terreno particular. A crítica envolve também a relação com a Rússia e a influência em políticas europeias.
O discurso também citou a captura de Nicolas Maduro na Venezuela, ameaças de anexação da Groenlândia e o apoio dos EUA à guerra de Israel em Gaza. Ocasio-Cortez posicionou-se contrariamente a essas ações, defendendo uma agenda externa mais alinhada com os interesses dos trabalhadores.
A parlamentar, que aparece como contrapeso a Rubio, afirmou que o mundo mudou e que a velha ordem não retorna. Ela ressaltou a necessidade de uma política externa baseada na cooperação com aliados e em medidas que reduzam desigualdades econômicas internas.
Contexto e propostas
Ocasio-Cortez afirmou que a crise econômica global alimenta instabilidade social e ascensão de populismo de direita. Ela citou a importância de evitar hipocrisias da política externa e defender um sistema de regras, sem agir por interesses pontuais.
Ela detalhou que democracias têm falhado em promover salários justos e frear o poder corporativo, fatores que, segundo ela, fortalecem tendências authoritarianistas. A deputada reforçou a busca por uma agenda externa alinhada com trabalhadores e com defesa de valores democráticos.
A congressista informou que seu grupo defende retornar a um encargo internacional baseado em regras, sem abrir espaço para ações unilaterais. O debate incluiu autoridades europeias, latino-americanas e o presidente tcheco Petr Pavel.
A visita de Ocasio-Cortez a Munique ocorre em meio a paralisação parcial do governo dos EUA, que levou alguns parlamentares a cancelar viagens. Ela participou de painéis sobre o futuro da política externa, buscando evidenciar o debate entre cooperação e confrontação.
A reportagem não cita posições oficiais de outras autoridades presentes, mas descreve o tom crítico e as propostas apresentadas pela congressista, enfatizando o alerta sobre riscos de autoritarismo e instabilidade global.
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