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Cidade portuária de Moçambique se prepara para o ciclone Gezani

Inhambane se prepara para o ciclone Gezani, com casas reforçadas e navegação restringida, após tempestade devastadora em Madagascar e enchentes anteriores

Residents reinforce their homes with sandbags and corrugated iron in Inhambane, Mozambique.
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  • Em Inhambane, Moçambique, moradores reforçam casas com sacos de areia e chapas de zinco ante a possível passagem do ciclone Gezani, previsto para sexta-feira.
  • A tempestade tropical já percorreu Madagascar, provocando ao menos quarenta mortes e grandes danos em Toamasina.
  • Moçambique vem se recuperando de inundações recentes que afetaram mais de setecentas mil pessoas e danificaram mais de cento e setenta mil casas.
  • O serviço meteorológico local prevê que Gezani passe perto de Inhambane a partir da tarde de sexta-feira, antes de seguir para o canal de Moçambique.
  • Autoridades restringiram a navegação; pescadores ficam em casa para evitar perigos.

Inhambane, Moçambique – Defesa nas casas com sacos de areia e placas de metal, enquanto o ciclone Gezani se aproxima, com previsão de alcançar a região na sexta-feira. A cidade portuária vive momento de alerta, com autoridades pedindo cautela.

Gezani já varreu Madagascar no início da semana, provocando danos e morte na segunda maior cidade, Toamasina, e deixando civis assustados com a intensidade dos ventos e da chuva.

Moçambique enfrenta histórico de eventos climáticos extremos, fortemente ligados às mudanças climáticas. O país está se recuperando de inundações recentes que afetaram mais de 700 mil pessoas e danificaram mais de 170 mil casas, segundo a ONU.

Medidas locais e continuidade do acompanhamento

Moradores de Inhambane estão cobrindo telhados com tábuas de metal ondulado para evitar que o vento os derrube e fechando janelas com tábuas. Autoridades locais proibiram navegação, e pescadores permaneceram em terra.

O pescador Jaime Neto afirmou que, mesmo com a manhã de pesca, a tripulação não saiu para o mar diante das previsões de ventos fortes. O Centro de Monitoramento Meteorológico regional mantém o estado de alerta e acompanha a passagem do ciclone pelo canal de Moçambique.

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