- Parlamentares democratas do Senado dizem que acordos de deportação para terceiros países custam milhões de dólares aos contribuintes e geram pouco benefício.
- O estudo aponta que o custo total de remoções para terceiros não é conhecido, mas já passaram mais de $32 milhões diretamente a cinco países: Guiné Equatorial, Ruanda, El Salvador, eSwatini e Palau.
- Até janeiro de 2026, esses cinco países receberam cerca de 300 nacionais de terceiros países, sendo 250 venezuelanos enviados para El Salvador.
- Em um caso citado, um jamaicano foi mandado para eSwatini com custo superior a $181 mil, depois retornado 7.000 milhas para a Jamaica, também às custas dos EUA; o governo jamaicano afirmou não ter feito objeção ao retorno ao país dele.
- O relatório de 30 páginas foi divulgado pela senadora Jeanne Shaheen, líder democrata do Comitê de Relações Exteriores, e aponta que o governo não monitora adequadamente o uso de recursos públicos e que o Departamento de Estado estaria buscando acordos com 70 a 80 países para remoções de terceiros.
O Partido Democrata do Senado divulgou um relatório que aponta custos elevados e benefícios limitados com acordos de deportação de imigrantes para países terceiros, sob a gestão do governo de Donald Trump. Segundo os democratas, os pagamentos a países terceiros chegaram a dezenas de milhões de dólares, com casos em que o custo por pessoa superou 1 milhão de dólares.
O relatório não revela o custo total, mas informa que mais de 32 milhões de dólares foram enviados diretamente a cinco países: Guiné Equatorial, Ruanda, El Salvador, Eswatíni e Palau. Até janeiro de 2026, esses países tinham recebido cerca de 300 imigrantes removidos dos EUA via terceiros países, a maioria venezuelanos encaminhados a El Salvador.
Custos e trajetos de deportação
O texto cita um exemplo em que um jamaicano foi enviado à Eswatíni a um custo superior a 181 mil dólares, mesmo após decisão judicial pedindo retorno ao país de origem. Semanas depois, o mesmo indivíduo foi transferido de volta para a Jamaica, também às custas dos cofres públicos dos EUA.
As autoridades norte-americanas não deram resposta imediata a solicitações de comentário sobre o relatório. O governo afirma que o programa de deportação em massa foi promessa central de campanha em 2024 e que o programa libera recursos, estimula oportunidades e reforça a segurança.
Contexto e perspectivas
O relatório, com 30 páginas, foi assinado pela senadora democrata Jeanne Shaheen, presidente do Comitê de Relações Exteriores, e por outros senadores do partido. Alegações indicam que o Departamento de Estado não monitora adequadamente o uso de recursos públicos, sobretudo com governos com registros de corrupção e violação de direitos humanos.
O documento indica ainda que o governo norte-americano busca ampliar acordos de deportação para entre 70 e 80 países, ampliando o número de remoções para terceiros países além dos atuais. A Casa Branca não forneceu detalhes sobre planos ou arranjos com esses países.
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