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Democratas dizem que acordos de deportação de Trump custaram milhões

Democratas dizem que acordos de deportação para terceiros países custaram mais de $32 milhões aos contribuintes, com custo superior a $1 milhão por pessoa e benefício limitado

U.S. President Donald Trump makes an announcement at the White House in Washington, D.C., U.S., February 12, 2026. REUTERS/Jonathan Ernst/File Photo
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  • Parlamentares democratas do Senado dizem que acordos de deportação para terceiros países custam milhões de dólares aos contribuintes e geram pouco benefício.
  • O estudo aponta que o custo total de remoções para terceiros não é conhecido, mas já passaram mais de $32 milhões diretamente a cinco países: Guiné Equatorial, Ruanda, El Salvador, eSwatini e Palau.
  • Até janeiro de 2026, esses cinco países receberam cerca de 300 nacionais de terceiros países, sendo 250 venezuelanos enviados para El Salvador.
  • Em um caso citado, um jamaicano foi mandado para eSwatini com custo superior a $181 mil, depois retornado 7.000 milhas para a Jamaica, também às custas dos EUA; o governo jamaicano afirmou não ter feito objeção ao retorno ao país dele.
  • O relatório de 30 páginas foi divulgado pela senadora Jeanne Shaheen, líder democrata do Comitê de Relações Exteriores, e aponta que o governo não monitora adequadamente o uso de recursos públicos e que o Departamento de Estado estaria buscando acordos com 70 a 80 países para remoções de terceiros.

O Partido Democrata do Senado divulgou um relatório que aponta custos elevados e benefícios limitados com acordos de deportação de imigrantes para países terceiros, sob a gestão do governo de Donald Trump. Segundo os democratas, os pagamentos a países terceiros chegaram a dezenas de milhões de dólares, com casos em que o custo por pessoa superou 1 milhão de dólares.

O relatório não revela o custo total, mas informa que mais de 32 milhões de dólares foram enviados diretamente a cinco países: Guiné Equatorial, Ruanda, El Salvador, Eswatíni e Palau. Até janeiro de 2026, esses países tinham recebido cerca de 300 imigrantes removidos dos EUA via terceiros países, a maioria venezuelanos encaminhados a El Salvador.

Custos e trajetos de deportação

O texto cita um exemplo em que um jamaicano foi enviado à Eswatíni a um custo superior a 181 mil dólares, mesmo após decisão judicial pedindo retorno ao país de origem. Semanas depois, o mesmo indivíduo foi transferido de volta para a Jamaica, também às custas dos cofres públicos dos EUA.

As autoridades norte-americanas não deram resposta imediata a solicitações de comentário sobre o relatório. O governo afirma que o programa de deportação em massa foi promessa central de campanha em 2024 e que o programa libera recursos, estimula oportunidades e reforça a segurança.

Contexto e perspectivas

O relatório, com 30 páginas, foi assinado pela senadora democrata Jeanne Shaheen, presidente do Comitê de Relações Exteriores, e por outros senadores do partido. Alegações indicam que o Departamento de Estado não monitora adequadamente o uso de recursos públicos, sobretudo com governos com registros de corrupção e violação de direitos humanos.

O documento indica ainda que o governo norte-americano busca ampliar acordos de deportação para entre 70 e 80 países, ampliando o número de remoções para terceiros países além dos atuais. A Casa Branca não forneceu detalhes sobre planos ou arranjos com esses países.

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