- Democratas dos EUA vão à Conferência de Segurança de Munique para pedir que a Europa se posicione contra Trump, com críticos como Gavin Newsom, Alexandria Ocasio-Cortez, Ruben Gallego e Gretchen Whitmer.
- A delegação americana será liderada pelo secretário de Estado Marco Rubio, e há divisão na Europa sobre como lidar com o presidente, com Macron defendendo diplomacia mais firme e o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, enfatizando a importância de manter boa relação com os EUA.
- O debate ganhou força após o discurso de JD Vance no ano passado, levando capitais europeias a questionarem se EUA e Europa ainda compartilham valores e como seria a possível disengajamento.
- Macron qualificou a administração Trump como “outra vez anti-europeia” e citou a ideia de protegê-la com uma possível guarda nuclear europeia; Rutte afirmou que a UE não consegue se defender sem os EUA.
- O panorama europeu aponta para maior defesa soberana, aumento de gastos militares e foco na Ucrânia, com Itália e Polônia se afastando da proposta de paz de Trump; o destino de Kyiv depende das escolhas futuras.
Os democratas americanos vão usar a Conferência de Segurança de Munique neste fim de semana para pedir que a Europa se posicione firme diante de Donald Trump. A edição deste ano amplifica disputas sobre como manter o contato com o presidente unpredictável dos EUA.
Entre os palestrantes está Gavin Newsom, governador da Califórnia, que já criticou o que chama de subserviência europeia a Trump. Alexandria Ocasio-Cortez, deputada de Nova York, Ruben Gallego, senador do Arizona, e Gretchen Whitmer, governadora de Michigan, também participam do grupo de interlocutores.
A delegação dos EUA será chefiada pelo secretário de Estado Marco Rubio. A expectativa é de que ele apresente uma mensagem mais firme do que a anterior, proferida pelo vice-presidente no ano passado. Ainda assim, há divisão entre os europeus sobre como lidar com Trump.
Para alguns, liderados pelo presidente francês, Emmanuel Macron, é necessária uma diplomacia mais assertiva para conter o que chamam de política de “bala de ruído” de Trump. Outros, como o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, defendem manter o equilíbrio com Washington para a segurança europeia.
A fala de JD Vance, no ano anterior, gerou debate entre capitais europeias sobre valores compartilhados e sobre a possibilidade de um afastamento gradual entre EUA e Europa. Trump, desde então, repetidamente criticou a União Europeia e adotou uma postura que muitos veem como adversa aos interesses europeus.
A maioria das atividades em Munique neste ano deverá tratar de uma nova ordem mundial, com regras menos estáveis e acordos transacionais entre grandes potências. O discurso de líderes europeus em Davos já sinalizou esse cenário de mudança.
Entre os tópicos, constam tensões com a China, disputas sobre comércio e a ideia de que a relação transatlântica pode exigir ajustes. Macron descreveu a administração Trump como hostil à Europa e citou riscos de desmembramento da UE, mesmo diante de cooperação em segurança.
Enquanto Macron defende uma postura mais firme, Dentre os interlocutores europeus, há quem ressalte a necessidade de manter a cooperação com os EUA para a defesa coletiva. A visão de cada país varia conforme prioridades nacionais.
A situação na Ucrânia continua sendo um tema central. Maduro de prometer garantias de segurança após acordos com a Rússia depende de compromissos de capacidades norte-americanas. A Europa busca manter apoio e repatriação de recursos.
Alguns países, como Itália e Polônia, já sinalizam uma inclinação independente, recusando alianças que consideram comprometedoras com organismos internacionais. A tendência indica uma Europa buscando maior autonomia sem abandonar a parceria com Washington.
O contexto geopolítico envolve ainda a China, com interesses de Beijing em reconfigurar cadeias de suprimento globais. A Europa, diante disso, busca equilíbrio entre alianças de defesa e relações econômicas com grandes potências.
Em Munique, a agenda contempla ainda debates sobre como sustentar a ordem baseada em regras. As lideranças europeias avaliam caminhos para fortalecer a segurança europeia, ao passo que os Estados Unidos pesam sobre a margem de manobra de seus parceiros.
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