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França e Alemanha pedem demissão de Albanese por falas fora de contexto

França, Alemanha e República Checa pedem demissão da relatora da ONU para Palestina por declarações atribuídas a ela como inimigo comum da humanidade, contestadas como fora de contexto

La relatora especial de la ONU para Palestina, Francesca Albanese, en Ginebra el 15 de septiembre.
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  • Direitos franceses, alemães e de República Checa pediram a demissão da relatora especial da ONU para Palestina, Francesca Albanese, após acusações de que ela chamou Israel de “inimigo comum da humanidade” (declaradas como falsas por ela).
  • A cobrança iniciou na França, com uma deputada alegando que Albanese teria feito a declaração durante um fórum da Al Jazeera em Qatar; o governo francês confirmou a posição de exigir a demissão.
  • Na Alemanha e na República Checa, ministros de Exteriores também criticaram Albanese em redes sociais, dizendo que suas declarações são inaceitáveis e que não se sustentam.
  • A Áustria também reagiu criticamente, mas a diplomata afastou-se de um post homônimo nas redes sociais. Albanese sustenta que houve distorção de contexto e que o “sistema” é o inimigo da humanidade.
  • A ONU recebeu apoio de um grupo independente de funcionários, que pediu às vozes que contestaram Albanese para corrigirem informações, enquanto o porta-voz Antonio Guterres afirmou o direito da relatora de se expressar dentro do mandato.

Francia, Alemanha e República Checa pediram a demissão da assessora especial da ONU para a Palestina, Francesca Albanese. Eles a acusam de ter afirmado que Israel é o inimigo comum da humanidade. Albanese contesta as declarações, dizendo que foram retiradas de contexto.

A polêmica começou em França, após uma deputada afirmar, em plenário, que Albanese teria feito a declaração durante um fórum da Al Jazeera em Doha. O episódio levou o ministro de Exteriores francês a exigir a demissão da relatora. O tema repercutiu rapidamente na imprensa europeia.

O chanceler alemão e o ministro checo de Relações Exteriores também manifestaram oposição à posição de Albanese, publicando mensagens criticando as declarações. Em X, o Ministério sul‑alemão ressaltou que a postura da relatora é insustentável. A República Checa comentou que a paciência tem limites.

Austria também expressou críticas, mesmo que a ministra tenha removido a publicação posteriormente. Albanese chegou a divulgar, na rede social, a íntegra de sua intervenção no fórum de Doha, onde afirmou que o inimigo comum da humanidade é o sistema que sustenta violências contra palestinos.

Ela afirmou ainda que o sistema, incluindo capital financeiro, algoritmos e armas, facilita o genocídio em Gaza e que o mundo tem apoiado Israel com justificativas políticas e financeiras. A relatora reiterou que o ataque é dirigido ao sistema, não a um governo específico.

A ONU recebeu apoio de um grupo de trabalhadores e ex‑funcionários da organização, que pediu aos países acusadores que revisem seus posicionamentos com base em informações corretas. O porta‑voz do secretário‑geral reiterou o direito de Albanese de se expressar dentro do mandato.

França indicou que pode levar o caso ao Comitê de Procedimentos Especiais do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O relator para a habitação, Balakrishnan Rajagopal, externalizou solidariedade à advogada, classificando as críticas como injustificadas. A resposta oficial da ONU manteve o foco no direito de expressão da relatora.

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