- Em Kiev, milhares de residências ficam sem aquecimento nem energia elétrica, após novos surtos de ataques russos à infraestrutura.
- O ataque contínuo da Rússia atinge subestações, termelétricas e serviços de resgate, agravando o frio de inverno na capital.
- Cerca de 2,6 mil edifícios ficaram sem energia ou aquecimento; a cidade tem registrado quedas de energia de apenas algumas horas por dia.
- Em hospitais e abrigos, a população busca alternativas como tendas, aquecimento portátil e roupas térmicas; já houve mortes por hipotermia e centenas de hospitalizações.
- Organizações humanitárias, como o Unicef, alertam sobre impactos na educação e no bem-estar de crianças, com escolas fechando parcialmente devido à falta de aquecimento central.
Kiev enfrenta um inverno extremo enquanto ataques russos à infraestrutura energética já deixam milhares sem aquecimento. O governo ucraniano registra quedas frequentes de energia e restrições de eletricidade em toda a capital, com temperaturas de até -18°C no exterior.
Em Kyiv, 2.600 edifícios ficaram sem energia ou aquecimento. Hospitais, escolas e áreas públicas dependem de abrigos e de soluções improvisadas para manter pessoas aquecidas, sobretudo crianças e idosos. O plano é manter redes de apoio em funcionamento.
O Kremlin tem priorizado alvos de usinas e subestações desde o início da invasão, agravando a crise. Dois terços da left bank do Dnipro foram afetados por quedas de energia, com interrupções de várias horas ao longo de semanas.
Relatos de famílias reveem o impacto direto: crianças em tendas aquecidas, adultos usando aquecedores portáteis, banhos de água fria e água de torneira congelada. Em abrigos, voluntários prestam assistência básica e chá quente é comum.
A UNICEF destaca efeitos na educação e bem‑estar. Em Kyiv, cerca de 45% das escolas estão fechadas por falta de aquecimento central. Menores enfrentam isolamento social e interrupção de atividades escolares, segundo a organização.
Pessoas buscam soluções independentes: barricas de aquecimento, baterias portáteis, barracas dentro de salas e até aquecimento de paredes com garrafas de água quente. O serviço de emergência mantém abrigos com leitos para quem precisa.
O caso de Natalya Pavlovna ilustra o cenário: ela vive com o filho de dois anos e relata que a casa fica muito fria. Em situações extremas, moradores utilizam isolamento improvisado e relatam danos em tubulações e électrodomésticos.
O contexto humano também envolve críticas à gestão local de energia. Há famílias que avaliam a possibilidade de deixarem Kyiv, enquanto outras resistem para ficar perto de familiares. Em meio ao frio, muitos aguardam por restabelecimento estável da energia.
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