- North Korea promoverá o Nono Congresso do Partido ainda neste mês, para mostrar o controle absoluto de Kim Jong Un e a imagem de líder benevolente e responsável pela marinha militar.
- Kim tem visitado instalações militares e econômicas pelo país, como um local de lançamento de mísseis de cruzeiro e uma grande fazenda de estufas, para evidenciar conquistas.
- O Congresso, que ocorre a cada cinco anos, deve avaliar o atual plano de desenvolvimento de cinco anos e definir prioridades futuras.
- Há expectativa de movimentos para consolidar a vaga da filha de Kim, Kim Ju Ae, como possível sucesora, com a NIS monitorando sua participação e título oficial.
- Analistas apontam que o evento pode reacender o debate sobre a reavaliação do título de “presidente” para Kim e destacar a prioridade de armas nucleares e submarinos nucleares, além de reforçar laços com a Rússia.
North Korea marcará, neste mês, o Nonagésimo Congresso do Partido, uma grande ação política para evidenciar o controle absoluto de Kim Jong Un sobre o poder e sua imagem de líder benevolente, tanto internamente quanto como chefe de uma força militar de classe mundial. O foco é mostrar conquistas militares e econômicas.
Antes do encontro, Kim tem percorrido instalações militares e agrícolas, incluindo um local de lançamento de mísseis de cruzeiro e uma fazenda hidroponia de grande porte, para evidenciar progressos sob sua liderança. O Congresso ocorre a cada cinco anos, com data não divulgada, prevista para abrir no fim de fevereiro.
O que está em jogo
Analistas destacam que o evento definirá os rumos da política interna e externa para os próximos cinco anos, com avaliação do desempenho econômico e prioridades futuras. A posição de Kim como central no poder é tema recorrente entre especialistas.
Sucessão e título de presidente
Pouco divulgadas informações indicam que o regime pode reforçar o papel da filha de Kim como possível sucessora, segundo briefing de serviços de inteligência sul-coreanos. A analista Taehwa Hong aponta que a apresentação pública da herdeira pode incluir título oficial futuramente.
Força militar e armas
Espera-se que o Congresso inclua uma grande parada militar para destacar capacidades nucleares e convencionais. Analistas veem Kim buscando demonstrar deterência frente a operações externas, citando exemplos recentes envolvendo operações de other países para justificar o aprimoramento tecnológico.
Submarinos nucleares e novas armas
Fontes especializadas indicam interesse de Pyongyang em submarinos com tecnologia nuclear, considerados prioritários para a agenda de Kim. Também há expectativa de teste de mísseis intercontinentais de combustível sólido, como o possível lançamento do Hwasong-20, conforme estudos de think tanks.
Relações externas
O evento pode evidenciar laços mais próximos com a Rússia, apresentado como aliança estratégica para fortalecer a retórica antiamericana. Observadores veem a ocasião como uma vitrine para mensagens direcionadas a Seul e Washington, em meio a tensões diplomáticas.
Perspectivas de diplomacia
Especialistas divergem sobre o impacto do ocorrido na Venezuela para negociações com os Estados Unidos. Alguns acreditam que o contexto pode tornar a diplomacia mais difícil, outros veem espaço para contatos limitados que não comprometam postura de deterrência armada de Pyongyang.
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