Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mãe britânica separada de seus filhos por anos tem ordem draconiana revogada

Tribunal britânico anula decisão baseada em evidência falha, abrindo caminho para reunião da mãe com os filhos após quase seis anos

Gill’s recommendations included that Erin* had turned her daughter and son against their father and should be banned from seeing them.
0:00
Carregando...
0:00
  • Uma mãe britânica foi reunida ao filho após quase seis anos separados, após a retirada dos filhos em 2019 devido a evidências falhas usadas pela psicóloga Melanie Gill.
  • Gill recomendou ordens “extraordinárias” e “draconianas” que terminaram, de fato, o vínculo entre a mãe e as crianças, sem investigar alegações de abuso feitas pela mãe contra o pai.
  • Em janeiro, o presidente da divisão de família, Sir Andrew McFarlane, anulou as conclusões originais baseadas no parecer de Gill, citando falhas no processo.
  • O caso incluiu a volta de Dylan, então adolescente, para a mãe após fuga do pai e passing de um advogado particular; o julgamento sobre o roteiro para casos semelhantes ainda depende de decisão.
  • Contexto regulatório: novas orientações de dezembro de 2024 recomendam não usar peritos não regulamentados; o governo avançará com regras sobre psicólogos em assuntos de família.

A mãe britânica que não via os filhos por quase seis anos teve a ordem de retirada revertida após a anulação de evidências usadas no processo de 2019. O tribunal entendeu que a avaliação de uma psicóloga não regulamentada influenciou a decisão de separar mãe e filhos.

A investigação aponta que Melanie Gill recomendou medidas extraordinárias e duras, incluindo que Erin teria colocado os filhos contra o pai e não deveria vê-los. Também sugeriu que não havia necessidade de investigar acusações de abuso entre os genitores.

Em 2019, o tribunal determinou a remoção das crianças, com o pai ficando com a guarda exclusiva. Na época, Erin tinha 9 e 12 anos. Ela não manteve contato com eles até o ano passado.

Reviravolta no caso

No mês passado, o mais alto juiz de família da Inglaterra anulou as conclusões do tribunal com base no diagnóstico de Gill, que afirma atuar como perita em até 200 casos. É a segunda vez em seis meses que decisões baseadas nela são desconstituídas pelo High Court.

Durante audiência em 29 de janeiro, ficou claro que Erin se sentiu cercada por uma pressão legal de longa duração. Em entrevista, a reportagem indica que a família ficou isolada e que parte da identidade foi perdida.

Os advogados ressaltaram erros e oportunidades perdidas por profissionais envolvidos, argumentando que a proteção dos irmãos falhou ao longo do processo. Uma apelação anterior foi recusada e a mãe apresentou novo recurso sete meses atrás.

Desdobramentos e futuro

O caso ganhou novo impulso em novembro, quando o filho adolescente Dylan fugiu da casa do pai e contratou seu próprio advogado. Após período em foster care, ele terminou reunindo-se com a mãe no Natal, em uma das primeiras oportunidades de convivência após anos.

O juiz presidente da divisão de família, Sir Andrew McFarlane, conduziu a nova audiência em janeiro. Ele ordenou que Dylan permanecesse com a mãe, ainda sem proferir a decisão final sobre a situação futura dos demais irmãos.

Os advogados da mãe destacaram novas informações, incluindo diretrizes de 2024 que recomendam não usar especialistas não regulamentados para avaliar casos de alienação parental. A orientação também indica maior controle sobre a atuação de peritos.

Contexto institucional

Gill afirma possuir qualificação sólida para atuar como testemunha técnica em processos familiares. O governo trabalha para proibir a atuação de peritos não regulamentados após consulta pública no ano passado.

A corte destacou que a situação envolve questões complexas de identificação, confiança e proteção infantil. Enquanto o tribunal não emitir a nova decisão final, a família permanece sob avaliação judicial para definir encaminhamentos futuros.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais