- Alexandria Ocasio-Cortez, em conferência de segurança em Munique, disse que o próximo candidato democrata à presidência deveria reavaliar a ajuda militar dos EUA a Israel.
- Ela afirmou que a ajuda incondicional não faz sentido e que ela “permitiu um genocídio em Gaza”, com milhares de mulheres e crianças mortas.
- A congressista pediu a aplicação das Leahy laws, que condicionam a ajuda em situações de graves violações de direitos humanos.
- As Leahy laws, duas dispositições legais, proíbem fundos dos Estados Unidos para unidades de forças de segurança estrangeiras envolvidas em violações graves de direitos humanos.
- A fala ocorreu no contexto de críticas a políticas externas de ex-presidente Donald Trump e de debates sobre uma visão alternativa de política externa progressista, voltada a uma ordem baseada em regras.
Osa Alexandria Ocasio-Cortez participou de um painel na conferência de segurança de Munique e criticou a ajuda militar dos EUA a Israel, dizendo que seria necessária uma reavaliação para 2028. A congressista democraticista pediu que a política externa respeite leis norte-americanas, especialmente as Leahy laws.
Ao discutir o tema, ela afirmou que a ajuda incondicional não faz sentido e que, na visão dela, contribuiu para violações graves de direitos humanos em Gaza, resultando em milhares de mortos, inclusive mulheres e crianças. AOC reforçou a necessidade de condicionamento de recursos.
As Leahy laws são dispositivos legais que impedem o envio de fundos a unidades de forças de segurança estrangeiras envolvidas em violações de direitos humanos graves. O objetivo é impor condições para a assistência militar.
Especialista de segurança ouvido por meio de observação indicou que, na prática, a triagem de unidades israelenses pode não seguir padrões idênticos aos de outros países, questionando a aplicação uniforme das leis.
O embaixador dos EUA na OTAN, Matt Whitaker, evitou responder diretamente à questão, afirmando apenas que Israel é um dos principais aliados dos EUA, em tom de prudência diplomática.
Em Manchester, a congressista também criticou a política externa de Donald Trump, chamando de “autoritarismo” o rumo defendido por ele e por Marco Rubio, com promessas de reduzir a participação dos EUA no cenário global.
Ela apresentou uma visão alternativa para a política externa democrata, defendendo um retorno a uma ordem baseada em regras, sem hipocrisias, sob perspectiva esquerda moderada, buscando maior alinhamento com leis internacionais.
Não está claro qual peso político terão as posições sobre Israel e Gaza na disputa pela indicação presidencial de 2028, já que eventuais concorrentes discutem o tema de maneiras distintas dentro do partido. Andrew Roth colaborou com a apuração.
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