- Autoridades russas desafiam a viabilidade de propostas dos EUA para construir usina nuclear na Armênia, sinalizando preocupação com a perda de negócio energético.
- O vice-presidente dos EUA, J. D. Vance, visitou a Armênia e assinou acordo que pode abrir caminho para a construção da usina.
- O secretário do Conselho de Segurança russo, Sergei Shoigu, afirmou que a tecnologia sovieta manteve a usina de Metsamor estável em um terremoto de 1988 e levantou dúvidas sobre a segurança de planos americanos.
- A Armênia avalia propostas de empresas dos EUA, Rússia, China, França e Coreia do Sul para substituir Metsamor, a única central atual.
- A Rússia, tradicional aliada, vê o avanço norte-americano como competição, em contexto de disputas de influência no Cáucaso, com a Rosatom mantendo carteira de 41 unidades em 11 países.
A Rússia intensificou a oposição a propostas americanas para a construção de uma usina nuclear na Armênia, sinalizando preocupação com a possibilidade de perder um negócio energético relevante na região. A discussão ocorre enquanto Armenia avalia diversas opções para substituir a atual e envelhecida usina de Metsamor, de origem russa.
Ao lado de Moscou, autoridades armênias avaliam propostas de empresas de origem estadunidense, russa, chinesa, francesa e sul-coreana para um novo reator. A decisão pode alterar o equilíbrio de influência energética na região do Cáucaso.
Na última semana, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, visitou a Armênia e Azerbeijão, assinando um acordo que, segundo ele, pode abrir caminho para um eventual acordo de construção, marcando um capítulo de aprofundamento das relações entre os dois países.
O ministro das Relações Exteriores da Armênia e outras autoridades têm dito que o país busca diversificar suas fontes de energia. A meta é substituir Metsamor, operado pela Rosatom, que atende grande parte da demanda elétrica local.
Entre as falas oficiais russas, o secretário do Conselho de Segurança da Rússia, Sergei Shoigu, afirmou que a Armênia está numa região sísmica e levantou preocupações de segurança caso haja construção de pequenos reatores norte-americanos. A imprensa russa citou essas observações.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou que a oferta dos EUA envolve designs não testados, com custo potencialmente superior ao estimado. Ela ressaltou que o país procura condições favoráveis para o contrato.
A Rússia continua sendo aliado tradicional da Armênia, mas as relações têm passado por tensões nos últimos anos. A visita de Vance ao Cáucaso ilustra, para Moscou, uma estratégia de ampliar influência dos EUA em uma região historicamente dependente de Rússia e Irã para energia.
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