- O primeiro-ministro britânico Keir Starmer disse, na Conferência de Segurança de Munique, que o Reino Unido deve trabalhar mais próximo com a Europa em defesa para reduzir a dependência da Otan dos Estados Unidos.
- Ele pediu maior integração da indústria de defesa europeia e uma abordagem de compras militares que evite duplicação, chamando a Europa de um “gigante adormecido”.
- Starmer ressaltou que os EUA são aliados indispensáveis, mas que uma Otan mais europeia ajudaria o continente a manter menos dependência de Washington.
- O líder trabalhista mencionou que as conversas sobre o Fundo de Defesa SAFE da União Europeia avançaram pouco no último ano e mostrou abertura para uma nova versão do SAFE, além de buscar outras formas de cooperação com a Europa.
- Em tom de lembrança histórica, disse que não há segurança britânica sem a Europa nem segurança europeia sem a Grã-Bretanha, sinalizando mudança de postura em relação ao Brexit.
Britânicos buscam maior integração europeia em defesa para reduzir dependência da OTAN dos EUA, afirmou o premiê Keir Starmer neste sábado, em comentários feitos na Conferência de Segurança de Munique. A proposta aponta para cooperação mais estreita com a Europa e um avanço na integração da indústria de defesa continental.
Starmer ressaltou que os Estados Unidos continuam sendo aliado indispensável, com papel essencial à segurança europeia, mas defendeu um NATO mais europeu para diversificar o peso estratégico. O premiê indicou que o objetivo não é afastar a parceria com Washington, e sim ampliar o compartilhamento de encargos.
Segundo o discurso, há necessidade de uma nova abordagem para aquisição de defesa a fim de evitar duplicação desnecessária na base industrial europeia, atualmente fragmentada. O líder trabalhista descreveu a Europa como um “gigante adormecido” que pode acelerar sua autonomia de defesa.
Contexto sobre relações com a UE
Starmer tenta reacomodar as relações com a União Europeia desde que assumiu o governo em 2024, quatro anos após a saída britânica. Ele tem liderado iniciativas de apoio europeu à Ucrânia frente à invasão russa e ficou aberto a próximos passos com a UE, inclusive em relação a fundos de defesa.
As negociações para a adesão do Reino Unido ao fundo de defesa SAFE da UE entraram em impasse no ano passado. O premier sinalizou interesse em integrar uma nova versão do SAFE e buscar outras formas de cooperação europeia em defesa, sem revelar detalhes operacionais.
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