- O primeiro-ministro britânico, Kier Starmer, pretende defender, em Munique, a criação de uma iniciativa de defesa multinacional para coordenar compras conjuntas de armas e reduzir custos de rearmamento.
- A ideia será apresentada no encontro de Segurança de Munique neste fim de semana, segundo o Financial Times, com base em fontes do governo britânico.
- Starmer também deve propor maior cooperação em defesa com aliados, em discurso no sábado e em reuniões privadas durante o evento de três dias.
- O governo britânico discutirá, ainda, a possibilidade de aderir a um segundo financiamento europeu multibilionário para projetos de defesa, conforme avaliação da Comissão Europeia, que estuda uma segunda edição do programa SAFE.
- O plano britânico de participar do fundo SAFE original, de 150 bilhões de euros, fracassou em novembro após o governo se recusar a contribuir financeiramente, o que impactou o relacionamento pós-Brexit com a UE.
Kier Starmer, primeiro-ministro britânico, pode defender a criação de uma iniciativa de defesa multinacional entre o Reino Unido e seus aliados ocidentais. A proposta visa organizar compras conjuntas de armas e reduzir custos de rearmamento, segundo o Financial Times, citando autoridades do governo britânico. O anúncio deve ocorrer neste fim de semana, durante a Munich Security Conference.
Starmer pretende destacar a ideia em um discurso no sábado, além de manter conversas privadas com outros chefes de governo durante o evento de três dias, informou o FT. O objetivo é fortalecer a cooperação em defesa entre aliados, sem adiantar detalhes operacionais.
O gabinete britânico não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters. Até o momento, não há confirmação oficial sobre a viabilidade prática da iniciativa ou prazos.
Defesa europeia e fundos da UE
Nesta semana, o governo britânico sinalizou que pode avaliar a participação em um segundo possível fundo europeu de defesa, de bilhões de euros. A Comissão Europeia estuda lançar uma segunda edição do programa SAFE para reforçar defesas diante de tensões com a Rússia e dúvidas sobre compromissos dos EUA.
Em novembro, a participação no fundo original de 150 bilhões de euros ficou inviabilizada após a recusa britânica de contribuir financeiramente. A medida foi vista como um revés para a reaproximação pós-Brexit entre Londres e Bruxelas.
A reportagem é de Hyunsu Yim, em Barcelona, com edição de Christopher Cushing.
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