- Trump disse que visitará a Venezuela, mas não informou data ou agenda.
- Em março, haverá uma cúpula na Flórida com líderes da América Latina para conter a influência da China.
- O presidente elogiou Delcy Rodríguez e disse que os governos trabalham juntos, especialmente na área de energia; grandes petrolíferas americanas devem voltar ao país.
- As sanções ao petróleo venezuelano foram levantadas e várias empresas podem realizar transações no setor; a produção local estaria em alta.
- Washington afirma já reconhecer a governante Delcy Rodríguez e busca ampliar laços na região; Trump também planeja viagem a Pequim em abril.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que visitará Venezuela, mas não informou quando nem qual agenda deverá seguir. A declaração foi feita em Fort Bragg, na Carolina do Norte, ao cumprimentar soldados envolvidos na operação que prendeu Nicolás Maduro no dia 3 de janeiro.
A Casa Branca prepara uma cúpula entre Trump e líderes da América Latina para março, em Florida, com o objetivo de contrabalançar a influência da China na região. O encontro está sendo organizado para aproximar governos alinhados aos EUA.
Trump elogiou a atuação de Delcy Rodríguez, presidenta interina de Venezuela, destacando cooperação próxima entre os governos, especialmente no setor energético. O presidente afirmou que grandes empresas petrolíferas americanas retornarão ao país.
As declarações também ressaltaram que Venezuela ganha com a recuperação da produção de petróleo, segundo Trump, que apontou benefícios para a população. Na sessão de ontem, o governo dos EUA levantou sanções sobre o crudo venezuelano e autorizou transações com o setor.
Questionado sobre o reconhecimento do governo venezuelano, o presidente foi direto: já reconhecemos Delcy Rodríguez como legítima. A fala coincide com a visita recente do secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, a Caracas.
Agenda e próximos passos
Wright esteve em Caracas para tratar da renovação do setor petrolífero e da reintegração de Venezuela aos mercados internacionais, reforçando a estratégia de longo prazo de Washington para a região.
A administração enfatiza a relação com a América Latina como prioridade de segurança nacional. A meta é reduzir a influência de China e fortalecer alianças com governos e partidos de linha pró-EUA.
Em abril, Trump planeja viajar a Pequim para encontro oficial com Xi Jinping, ainda sem data oficial. A cúpula de Florida, marcada para 7 de março, reunirá líderes de ideologia similar para discutir cooperação regional.
A estratégia norte-americana também cita a chamada “doctrina Monroe ampliada”, com foco em reduzir a influência chinesa e promover o alinhamento com governos do hemisfério. informou um alto funcionário da Casa Branca.
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