- Assaltantes em motocicletas ceifaram ao menos trinta vidas e incendiaram casas e lojas em três vilas da região Borgu, no estado de Níger, no noroeste da Nigéria, no início de sábado.
- Os ataques atingiram Tunga-Makeri e Konkoso; a polícia de Níger confirmou a invasão a Tunga-Makeri e informou que houve mortos e abduções ainda não quantificadas.
- Testemunhas dizem que mais de duzentas motos foram usadas pelos homens, que chegaram na madrugada e atiraram de forma indiscriminada.
- Em Konkoso, moradores afirmaram que pelo menos vinte e seis pessoas morreram e que a polícia local foi incendiada; militares teriam sobrevoado a área.
- A violência aumenta a pressão sobre o governo para restabelecer a estabilidade, com moradores receosos de retornar para casa.
Armas motoristas atacaram três vilarejos no noroeste da Nigéria e causaram pelo menos 30 mortes, além de incêndios em casas e comércios. As ações foram registradas na tarde de sábado em Niger State, perto da fronteira com o Benin. Os ataques tiveram origem ainda sem explicação clara, segundo moradores que conseguiram escapar.
Os ataques ocorreram na localidade de Tunga-Makeri, seguida por Konkoso, ambos no Borgu Local Government Area. Um porta-voz da polícia de Niger confirmou a invasão em Tunga-Makeri, informando mortes, incêndios e algumas pessoas sequestradas ainda não localizadas.
Relatos de moradores indicam que milhares de pessoas deixaram suas casas após a investida, que começou em horários muito cedo. Testemunhas afirmam que houveram contas de vítimas com ferimentos graves e que helicópteros e aviões da polícia passaram sobre as áreas.
Contexto de segurança
As ações são atribuídas a supostos grupos de bandidos que operam na região, com seguidas ondas de ataques, seqüestros por resgate e deslocamentos de comunidades no norte do país. Autoridades enfrentam pressão para restabelecer a estabilidade, após anos de violência.
Wasiu Abiodun, porta-voz da polícia de Niger, confirmou a invasão a Tunga-Makeri e disse que o número de mortos é de pelo menos seis na vila, com casas incendiadas e pessoas sequestradas ainda não contabilizadas. As informações sobre Konkoso permanecem parciais.
Testemunhas relatam que mais de 200 motocicletas foram utilizadas pelos atacantes para percorrer os vilarejos, com disparos que interromperam a vida cotidiana ao amanhecer. A população teme retornar para casa enquanto a segurança não for restabelecida.
Entre na conversa da comunidade