- Um assessor de Andrew Mountbatten-Windsor aconselhou Jeffrey Epstein a omitir informações de recusas ou acusações criminais no formulário de visto para a China.
- A sugestão foi dada após o pedido inicial de visto ter sido rejeitado e envolvia pedir o visto na embaixada chinesa em Paris.
- Epstein cumpriu pena de dezoito meses nos EUA em 2008 por solicitar meninas com menos de 14 anos; não está claro se a visita a Beijing chegou a ocorrer.
- David Stern, aliado próximo de Epstein e do então príncipe, foi apontado como “fixer” de Mountbatten-Windsor entre 2010 e 2019 e esteve ligado à criação de negócios, incluindo planos de escritório na China.
- Documentos mostram propostas para criar a Serpentine Group ou usar a Asia Gateway para atrair investidores chineses ao Reino Unido; ainda não há confirmação de desdobramentos.
Um conjunto de documentos do caso Epstein traz novas informações sobre tentativas de ocultar informações em formulários de visto. Segundo os arquivos, David Stern, aliado próximo de Jeffrey Epstein e de Andrew Mountbatten-Windsor, orientou a ocultar a condenação por abuso sexual de menor para facilitar a emissão de visto para a China.
Os papéis mostram que, após a rejeição inicial do pedido, Stern sugeriu que o assistente de Epstein fizesse a solicitação na embaixada chinesa em Paris e que não marcasse itens indicando condenação prévia ou acusações criminais. A decisão final caberia a Prince Andrew, segundo a cadeia de emails.
Epstein foi condenado nos EUA em 2008 por solicitação de garotas de 14 anos. Não há confirmação de que Mountbatten-Windsor tenha tomado conhecimento dessa orientação, e não há evidência de que Epstein tenha feito a viagem planejada a Pequim.
Contexto e desdobramentos
Stern, de 48 anos, atuou como solucionador para Mountbatten-Windsor a partir de 2010 e foi diretor do projeto Pitch@Palace entre 2016 e 2019. Ele também era próximo de Epstein, a quem chamava de mentor. Em 2012, Stern discutia a criação de uma presença empresarial na China para atrair clientes de alto patrimônio.
Entre as opções discutidas estavam a criação de uma empresa chamada Serpentine Group ou o uso da Asia Gateway, já com histórico de clientes. Stern comunicou a Epstein que o gabinete de Mountbatten-Windsor deveria ser informado, com decisões dependentes do príncipe.
Os documentos indicam que Asia Gateway tinha foco em atrair investidores chineses para o mercado do Reino Unido, com possível participação de PA, sigla para o assessor de Epstein. Não está claro se o plano de Beijing foi adiante.
Polícia de Thames Valley e investigadores trabalham para esclarecer possíveis crimes relacionados a conduta pública de Mountbatten-Windsor. As apurações abrangem vazamento de informações confidenciais e viagens de 2010 e 2011 a Singapura, Hong Kong e Vietnam.
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