- O Exército dos Estados Unidos realizou dez ataques entre 3 e 12 de fevereiro contra mais de trinta alvos do Estado Islâmico na Síria, como parte da operação Hawkeye Strike.
- Os bombardeios visaram infraestrutura e depósitos de armas do grupo, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
- A ofensiva faz parte de uma campanha para defeats o Estado Islâmico no Iraque e na Síria, após uma emboscada que vitimou dois militares dos EUA e um intérprete.
- O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou a participação da Síria na coalizão anti-IS; Washington tem readequado sua presença militar na região.
- Também foram transferidos para o Iraque 5.700 detidos acusados de serem combatentes do IS; a Síria assumiu o controle de prisões e campos vinculados ao grupo, incluindo o campo de al-Hawl.
O exército dos EUA realizou 10 ataques a mais de 30 alvos do Estado Islâmico em território sírio entre 3 e 12 de fevereiro, dentro da operação contra o grupo na região. A ofensiva visou infraestrutura e depósitos de armas, segundo o Comando Central dos EUA (Centcom).
Os ataques compõem a operação Hawkeye Strike, que afirma ter matado ou capturado combatentes do EI e atingido mais de 100 alvos. A ação começou após uma emboscada de um segurança geral sírio ligado ao EI, em Palmyra, que matou dois soldados dos EUA e um intérprete, e feriu civis sírios.
A coalizão liderada pelos EUA tem usado a presença no Iraque e em partes da Síria para manter pressão sobre o grupo extremista, com apoio das Forças Democráticas Sírias lideradas pelos curdos. Em novembro, a Síria ingressou formalmente na coalizão anti-EI.
Contexto regional
Analistas apontam que o EI tenta se reconstituir aproveitando o vácuo de segurança que se abriu após a queda de Assad no fim de 2024, com arsenal que permaneceu no terreno. Washington tem indicado que Damascus coopera com a coalizão, após críticas de cooperação limitada no passado.
No fim de semana, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, elogiou a participação de Damasco na coalizão anti-EI e destacou o compromisso do governo sírio com a cooperação, segundo relatos oficiais.
A US Navy informou a evacuação de milhares de detidos acusados de serem combatentes do EI do nordeste da Síria para o Iraque, para fins de julgamento. O movimento coincide com a retirada de parte das tropas americanas da região, incluindo a base de al-Tanf, nos últimos dias.
Damáscio assumiu o controle de prisões e campos ligados ao EI no último mês, em operação contra a Frente Al-Nursa/SDF e demais estruturas. Entre os campos sob gestão síria está o campo de al-Hawl, que abrigava dezenas de milhares de familiares de suspeitos.
Organizações humanitárias apontam que grande parte dos estrangeiros no anexo do al-Hawl foi transferida ou removida recentemente. O destino dos residentes estrangeiros não foi informado de forma consolidada pelas autoridades.
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