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Filho do último xá do Irã pede intervenção militar dos EUA

Pahlavi afirma que sinais de colapso do governo iraniano justificam intervenção militar dos EUA para acelerar a mudança de regime

Reza Pahlavi, the exiled son of Iran's last shah and an Iranian opposition figure, speaks during the Munich Security Conference (MSC) in Munich, Germany, February 13, 2026. REUTERS/Thilo Schmuelgen/File Photo
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  • Reza Pahlavi, exilado filho do último xá, pediu intervenção militar dos EUA em Irã, dizendo que o regime está à beira do colapso.
  • Ele afirmou à Reuters, na margem da Conferência de Segurança de Munique, que há sinais de fragilização do governo iraniano.
  • Segundo o exilado, um ataque poderia enfraquecer o regime ou acelerar sua queda, permitindo que as ruas voltem a se mobilizar.
  • O Irã viveu uma onda de prisões em massa desde os protestos iniciados em 28 de dezembro, após repressão violenta a descontentamentos econômicos.
  • A administração Trump mantém dúvidas sobre o apoio interno a Pahlavi; EUA estudam manter negociações sobre o acordo nuclear e avaliaram a possibilidade de intervenção militar prolongada.

Iraniano oposicionista Reza Pahlavi, filho do último xá deposto, pediu intervenção militar dos EUA na Iran em entrevista à Reuters, durante a Munich Security Conference. Ele afirmou que a intervenção poderia salvar vidas e incentivou a administração de Donald Trump a não demorar negociações sobre o acordo nuclear.

Pahlavi alegou haver sinais de que o governo iraniano está à beira do colapso e que um ataque poderia fragilizar ou acelerar a queda do regime. Ele também disse acreditar que a intervenção seria um caminho para acelerar as mudanças no país.

Contexto político e protestos

Apoiadores do regime iraniano conduzem uma onda de prisões em massa para dissuadir novas manifestações após o trecho mais violento de protestos desde 1979. Os protestos começaram em 28 de dezembro em Teerã, no Grande Bazar, e se espalharam pelo país.

Reação internacional e próximos passos

A oposição ao governo iraniano é fragmentada, com alianças entre monarquistas e outros grupos, e parece ter presença limitada dentro do Irã. Donald Trump já insinuou ceticismo sobre o apoio interno a Pahlavi.

Autoridades americanas disseram a Reuters, sob condição de anonimato, que os militares dos EUA se preparam para uma possível operação sustentada contra o Irã caso Trump ordene. Diplomatas dos dois países tiveram conversas em Omã na semana passada, com novas reuniões previstas.

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