- Reza Pahlavi, exilado filho do último xá, pediu intervenção militar dos EUA em Irã, dizendo que o regime está à beira do colapso.
- Ele afirmou à Reuters, na margem da Conferência de Segurança de Munique, que há sinais de fragilização do governo iraniano.
- Segundo o exilado, um ataque poderia enfraquecer o regime ou acelerar sua queda, permitindo que as ruas voltem a se mobilizar.
- O Irã viveu uma onda de prisões em massa desde os protestos iniciados em 28 de dezembro, após repressão violenta a descontentamentos econômicos.
- A administração Trump mantém dúvidas sobre o apoio interno a Pahlavi; EUA estudam manter negociações sobre o acordo nuclear e avaliaram a possibilidade de intervenção militar prolongada.
Iraniano oposicionista Reza Pahlavi, filho do último xá deposto, pediu intervenção militar dos EUA na Iran em entrevista à Reuters, durante a Munich Security Conference. Ele afirmou que a intervenção poderia salvar vidas e incentivou a administração de Donald Trump a não demorar negociações sobre o acordo nuclear.
Pahlavi alegou haver sinais de que o governo iraniano está à beira do colapso e que um ataque poderia fragilizar ou acelerar a queda do regime. Ele também disse acreditar que a intervenção seria um caminho para acelerar as mudanças no país.
Contexto político e protestos
Apoiadores do regime iraniano conduzem uma onda de prisões em massa para dissuadir novas manifestações após o trecho mais violento de protestos desde 1979. Os protestos começaram em 28 de dezembro em Teerã, no Grande Bazar, e se espalharam pelo país.
Reação internacional e próximos passos
A oposição ao governo iraniano é fragmentada, com alianças entre monarquistas e outros grupos, e parece ter presença limitada dentro do Irã. Donald Trump já insinuou ceticismo sobre o apoio interno a Pahlavi.
Autoridades americanas disseram a Reuters, sob condição de anonimato, que os militares dos EUA se preparam para uma possível operação sustentada contra o Irã caso Trump ordene. Diplomatas dos dois países tiveram conversas em Omã na semana passada, com novas reuniões previstas.
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