- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, abrirá a segunda dia da Conferência de Segurança de Munique, apresentando a resposta americana aos discursos de Friedrich Merz e Emmanuel Macron sobre as relações transatlânticas.
- Rubio deve escolher entre um discurso confrontatório ou um tom mais suave para acalmar a relação já tensa com a Europa.
- O tema central é como a postura de Washington será percebida tanto na Europa quanto nos EUA, incluindo o presidente Donald Trump, que quer ver a agenda americana em termos diretos.
- Além de Rubio, participam Wang Yi (China), Ursula von der Leyen (Comissão Europeia) e Keir Starmer (primeiro-ministro britânico).
- Starmer deve defender uma “autonomia europeia” maior, com compartilhamento de encargos e menos dependência dos EUA, sem promover retirada norte-americana.
A Conferência de Segurança de Munique entra no segundo dia com uma atuação de alto nível para explicar o posicionamento dos EUA diante das falas de líderes europeus na sexta-feira sobre as relações transatlânticas. O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, abrirá a sessão desta manhã em Munique, respondendo aos discursos de Friedrich Merz e Emmanuel Macron.
A manchete do dia gira em torno da possibilidade de Rubio adotar um tom mais confrontacional ou buscar um esforço para suavizar as relações já tensas. A expectativa envolve o impacto de sua fala tanto para a plateia europeia quanto para a Casa Branca, onde Donald Trump acompanha os desdobramentos.
Antes de partir para Munique, Rubio declarou que os europeus valorizam a franqueza, mas também gostam do que ele tem a dizer. A avaliável mensagem foi reiterada a delegações europeias que o encontraram na cidade ontem.
Agenda de alto nível no palco principal
Dentre os nomes de peso que se seguem a Rubio estão Wang Yi, chefe da diplomacia chinesa, Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, e Keir Starmer, primeiro-ministro britânico.
Starmer deve defender a ideia de que a Europa é um “gigante adormecido” e precisa reduzir a dependência da defesa norte-americana, conforme adiantado por sua assessoria.
A fala do premiê deve apresentar uma visão de segurança europeia e maior autonomia sem sinalizar retirada dos EUA, enfatizando o compartilhamento de encargos como elemento central.
Perspectivas e próximos passos
A cobertura acompanhará as falas na íntegra, com análises iniciais sobre impactos para as relações transatlânticas e para a política de defesa europeia. A cobertura também trará percepções de bastidores e reações entre líderes.
A reportagem está sendo produzida em tempo real, com repórteres no local e atualizações contínuas sobre as declarações dos principais participantes.
Jakub Krupa, Europe Live, 14 de fevereiro de 2026.
Entre na conversa da comunidade