- Espanha levou a telo em Munique uma defesa veemente contra a proliferação nuclear, em resposta à expiração do Tratado Novo START entre EUA e Rússia.
- Pedro Sánchez pediu aos países poderosos para sentarem e negociarem, buscando a assinatura de um novo START para dar continuidade ao acordo que expirou.
- França e Alemanha iniciaram diálogo sobre ampliar a umbrella nuclear francesa na Europa, com Merz aclarando que o objetivo é acompanhar o guarda-muça dos EUA, sem substituir nem criar um rearme nuclear na UE.
- Sánchez destacou a necessidade de parar Putin e reforçar a dissuasão europeia de forma coordenada e responsável, sem abalar a segurança global.
- O presidente enfatizou a oposição ao gasto militar de 5% do PIB, defendendo cooperação e foco em capacidades conjuntas, lembrando que Espanha já aumentou defesa e o contingente da OTAN, além de acolher questões sobre Gaza, Ucrânia e o Sur Global.
España acompanha em Múnich o debate sobre proliferação nuclear e segurança global. O presidente Pedro Sánchez pediu a negociação de um novo tratado Start, ante a expiração do acordo vigente entre EUA e Rússia. A cerimônia ocorreu durante a Conferência de Segurança de Múnich, em fevereiro.
Sánchez enfatizou que o rearme nuclear não é solução e ressaltou a necessidade de um acordo que garanta continuidade do controle de armamentos. O discurso ocorreu no mesmo fórum onde França e Alemanha sinalizaram diálogo sobre uma possível dissuasão europeia.
Contexto internacional
Segundo o chanceler alemão Friedrich Merz, o projeto franco-alemão para estender o paraguas nuclear não substitui a proteção da OTAN, e não implica reforço armamentista na UE. França permanece como o único país europeu com armas nucleares.
Questões russas e europeias
O chefe de governo espanhol defendeu a soberania europeia e pediu cooperação internacional para conter contribuições de potências no conflito com a Rússia. A discussão integrou o debate sobre o conflito na Ucrânia e a segurança europeia em meio a mudanças no cenário nuclear.
Ponto de vista espanhol sobre gastos de defesa
Sánchez explicou, em resposta a perguntas, que não concorda com elevar o gasto militar para 5% do PIB na OTAN. Ele argumentou que é mais eficaz gastar de forma coordenada e com foco em capacidades e contribuições reais, destacando o aumento do gasto e do efetivo das forças espanholas desde o início de seu governo.
Espaço para o Sur Global
O presidente destacou a importância de incluir as vozes do Sur Global na agenda de segurança, clima e saúde. Em suas palavras, os países em desenvolvimento pedem respostas mais amplas de políticas ocidentais, além de prioridades regionais. A discussão na conferência seguiu com participação de líderes de outros países.
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