- Keir Starmer pediu urgência para um relacionamento de defesa mais próximo entre Reino Unido e Europa, incluindo aquisição e fabricação, para posicionar o Reino Unido no centro de uma defesa europeia mais robusta.
- Em sua visita rara à Conferência de Segurança de Munique, ele afirmou que o Brexit já ficou para trás e que é necessária maior cooperação europeia em defesa diante das ameaças, especialmente da Rússia.
- O premiê britânico mencionou o interesse de abrir novamente negociações para o Reino Unido entrar no Security Action for Europe, esquema de rearmamento da União Europeia, com discussões retomadas após obstáculos de custo.
- Estão em análise também a criação de um Mecanismo de Defesa Europeu (instrumento intergovernamental aberto a democracias europeias) para financiar aquisições e ativos conjuntos.
- Starmer ressaltou que o fortalecimento da defesa europeia não enfraquece a relação com os Estados Unidos nem a OTAN, defendendo maior diversificação de dependências sem abandonar a cooperação transatlântica.
Keir Starmer afirmou, na Conferência de Segurança de Munique, que é urgente fortalecer a relação de defesa entre o Reino Unido e a Europa, abrangendo aquisição e fabricação, para colocar o Reino Unido no centro de um aparato europeu mais robusto.
O premier britânico destacou que, 10 anos após o Brexit, a segurança europeia precisa de maior cooperação e integração. Segundo ele, a ameaça da Rússia torna indispensável uma maior responsabilidade europeia pela própria defesa.
O Reino Unido e a França manifestaram interesse em reabrir negociações sobre a participação no Security Action for Europe, esquema de rearmamento da UE, com discussões sobre custos que haviam emperrado o processo no ano passado.
Outra linha explorada por Starmer é a mobilização em torno de um Mecanismo de Defesa Europeu, instrumento intergovernamental aberto a democracias europeias, dentro ou fora da UE, para financiar compras e ativos conjuntos.
Avanços e objetivos estratégicos
Starmer descreveu a Europa como um “gigante adormecido” e pediu ampliar a coordenação industrial e de compras para reduzir duplicidade e lacunas. Segundo ele, o atual modelo dificulta a eficiência e compromete a segurança coletiva.
O premiê afirmou que não há segurança britânica sem a europeia, nem segurança europeia sem o Reino Unido. Ele defendeu investimentos generacionais para diversificar dependências e ampliar o papel europeu na defesa.
O político ressaltou que a relação de defesa com a UE não enfraquece a aliança transatlântica nem a participação na Otan. Reforçou que a liderança europeia precisa comunicar melhor às populações as mudanças nos cenários de defesa e os custos envolvidos.
Starmer também enfatizou que a relação mais próxima com a UE não implica abandono dos laços com os EUA, nem da defesa coletiva sob a Otan, e que o objetivo é uma cooperação mais integrada dentro de um contexto global.
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