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Ucrânia exige garantia de 20 anos dos EUA para fechar acordo de paz

Zelensky, em Munique, exige garantia de segurança dos EUA por vinte anos antes de assinar acordo de paz, condicionando a adesão da Ucrânia à UE

Ukraine’s president, Volodymyr Zelenskyy, sitting with a microphone in front of a sign saying Munich Security Conference
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  • Ucrânia exige garantias de segurança dos Estados Unidos por no mínimo vinte anos antes de assinar um acordo de paz, informou o presidente Volodymyr Zelenskyy durante discurso em Munique.
  • Zelenskyy pediu uma data clara para a entrada da Ucrânia na União Europeia; autoridades da UE mencionam possível ingresso em 2027.
  • Kiev já recebeu uma oferta de garantia de quinze anos, mas quer um acordo juridicamente robusto de vinte anos, com detalhes sobre apoio a uma força europeia de segurança a ser destinada à Ucrânia.
  • As negociações trilaterais entre Ucrânia, Estados Unidos e Rússia devem ocorrer na próxima semana; Washington condiciona o acordo a questões como clima, migração e tarifas.
  • Zelenskyy criticou a ausência da Europa nas negociações, citou ataques russos a usinas de energia e comentou o uso de drones Shahed iranianos pela Rússia.

Ukraine quer garantia de segurança dos EUA de pelo menos 20 anos para assinar acordo de paz

Volodymyr Zelenskyy afirmou em Munique que a Ucrânia não assina um acordo de paz sem garantias duradouras. O presidente pediu um acordo sólido com a participação dos EUA antes de qualquer tratado. A declaração foi feita dias antes de reuniões entre Ucrânia, Rússia e EUA.

O líder ucraniano também insistiu numa data clara para a adesão da Ucrânia à União Europeia. Ele citou briefing de autoridades europeias sobre possível ingresso já em 2027, embora a decisão dependa de negociações e critérios.

Na conferência de cúpula de segurança de Munique, Zelenskyy destacou que as negociações trilaterais com EUA e Rússia devem ser sérias e úteis. Ele acusou os EUA de às vezes discutirem concessões apenas no contexto ucraniano.

Pontos centrais das negociações

Durante a coletiva de Munique, Zelenskyy informou que os EUA já ofereceram uma garantia de segurança de 15 anos. A Ucrânia exige um acordo de 20 anos, com cláusulas que descrevam ajuda específica a uma força de garantia europeia para operar no território ucraniano.

O presidente ressaltou ainda que não é aceitável recuar de Donbass para acelerar a paz, pois há população local. Segundo ele, esse tipo de concessão não atende aos interesses do país.

Zelenskyy questionou a mudança de chefe da delegação russa nas negociações, sugerindo que isso pode indicar mais tempo gasto sem avanço estratégico. Ele também criticou a ausência de participação europeia nas tratativas.

Perspectivas e contexto regional

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, em Munique, propôs cooperação com a Europa, com condições climáticas, migratórias e tarifárias vinculadas a um acordo. Rubio afirmou que os EUA estão prontos a agir sozinho se necessário, mas preferem agir em parceria.

Em Munique, Rubio reiterou apoio à cooperação transatlântica, mantendo tom diplomático. Não houve menção extensiva à invasão russa da Ucrânia, além de uma alegação de que a Índia recebeu pressão dos EUA para reduzir importação de petróleo russo.

Zelenskyy também mencionou ataques russos a usinas de energia ucranianas. Segundo ele, nenhuma usina deixou de ser afetada, o que manteria a urgência de garantias e de apoio internacional estável para a economia e infraestrutura do país.

Contexto internacional

Donald Trump chamou Zelenskyy a avançar nas negociações com a Rússia. O presidente ucraniano disse que eleições prometidas pelos EUA devem ocorrer apenas dois meses após um cessar-fogo, para assegurar segurança aos eleitores.

Observadores europeus se mostraram céticos quanto a um desfecho rápido. Alguns líderes acreditam que o conflito pode se arrastar por mais dois anos, mantendo a Europa com recursos para sustentar a Ucrânia.

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