- Naveed Akram, 24, apareceu via link de vídeo no Tribunal Local de Downing Centre, em Sydney, nesta segunda, respondendo a 59 acusações, incluindo homicídio e terrorismo, ligadas ao ataque em Bondi Beach em dezembro.
- O ataque em Bondi Beach, em 14 de dezembro, deixou 15 mortos e 40 feridos durante as celebrações de Hanucá; entre as vítimas há uma criança de 10 anos.
- Akram e o pai dele, Sajid Akram, de 50 anos, são acusados; o pai foi baleado pela polícia no domingo à noite.
- A polícia afirma que foram lançados três artefatos com barras de aço e um “bomb” de tênis; uma caixa-bomba foi encontrada no porta-malas do carro, junto com duas bandeiras do Estado Islâmico pintadas, e nenhum dos artefatos explosivos detonou.
- Há ordens de supressão para proteger as vítimas que optaram por não se identificar; Akram respondeu “yeah” quando questionado pelo magistrado, e a próxima audiência está marcada para 9 de abril.
O australiano Naveed Akram, de 24 anos, teve a primeira audiência em um tribunal de Sydney, por videoconferência, sob 59 acusações que incluem assassinato e terrorismo, relacionadas ao ataque de Bondi Beach ocorrido em dezembro. O julgamento ocorreu na Downing Centre Local Court, na manhã de segunda-feira.
Akram e o pai, Sajid Akram, de 50 anos, são acusados de promover o pior ataque terrorista na Austrália desde 1996 ao visar a celebração judaica Hanucá na praia de Bondi. Segundo as investigações, após estacionarem perto de uma passarela, os homens teriam arremessado três explosivos-impródios e uma caixa com supostos explosivos no porta-matos, e teriam atirado contra o público.
Durante a audiência, o juiz manteve ordens de supressão para proteger as vítimas e sobreviventes que não optaram por tornar seus relatos públicos. A audiência permitiu apenas respostas formais por parte de Akram, que, vestido com um moletom verde fornecido pela prisão, respondeu de maneira sucinta a perguntas do magistrado. A próxima sessão está marcada para 9 de abril.
Segundo a polícia, 55 pessoas teriam sido atingidas pelo ataque; 15 morreram, entre elas uma criança de 10 anos, sobreviventes de Holocausto e um policial aposentado. A investigação aponta ainda que dois estandartes com símbolos do Estado Islâmico e uma bomba do tipo caixa foram encontrados no carro. Akram permanece sob custódia e não houve advogada/o de defesa especificado no momento.
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