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Europa busca reduzir dependência da defesa dos EUA após Trump e Groenlândia

Europa intensifica defesa própria e mira um pilar europeu em NATO para reduzir dependência dos EUA, em meio a tensões com Washington sob Trump

The frigate Niels Juel sails off the coast of Greenland during military drills
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  • A Europa pretende depender menos da defesa dos EUA após a investida de Trump na Groenlândia, conforme reação no Munich Security Conference e alerta de Ursula von der Leyen de que “linhas foram cruzadas”.
  • O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, ofereceu garantias limitadas aos europeus, mantendo tom mais próximo aos aliados, mas criticou o curso político europeu e não tratou de NATO, Rússia ou Ukraina.
  • Líderes europeus, incluindo o chanceler alemão, o presidente francês e o primeiro-ministro britânico, defenderam um “pilar europeu” mais forte na OTAN e discutem uma dissuasão nuclear europeia, com a França mantendo a sua própria arma nuclear.
  • A União Europeia tem aumentado os gastos com defesa e mira maior integração de projetos, como o projeto de dissuasão de longo alcance e consórcios para sistemas de armas, além de acordos para quatro projetos conjuntos com foco em defesa.
  • Alguns grandes projetos europeus enfrentam dificuldades, como o FCAS, com debates sobre conteúdo nacional versus participação aberta, enquanto Zelenskiy ressaltou a necessidade de acelerar inovações militares diante da guerra na Ucrânia.

A Europa pretende reduzir a dependência da defesa dos EUA em meio a sinais de desgaste nas relações transatlânticas, citando a reação de líderes europeus ao aumento de dúvidas sobre o compromisso de Washington com a defesa coletiva. O debate ganhou força após a defesa de Donald Trump pela anexação da Groenlândia.

Na Conferência de Segurança de Munique, líderes europeus afirmaram a necessidade de acelerar esforços para fortalecer defesas próprias e diminuir a dependência do escudo americano diante de riscos percebidos, incluindo a guerra na Ucrânia e a pressão de Washington por maior responsabilidade europeia.

O presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou a mudança de clima entre aliados, enfatizando que certos limites foram cruzados de forma irreversível. A sessão ocorreu neste fim de semana, em Munique, na Alemanha.

Entre as respostas, o governo alemão, o presidente francês e o primeiro-ministro britânico sinalizaram apoio a um “pilar europeu” mais robusto dentro da OTAN, como forma de hedge político e de defesa caso haja mudanças na postura dos EUA.

Separadamente, o tema nuclear voltou ao debate. O chanceler alemão e o presidente francês discutiram a possibilidade de uma dissuasão europeia em cooperação com suas lideranças, em resposta a incertezas sobre garantias de proteção norte-americanas.

Paralelamente, ministros da defesa de França, Alemanha, Itália, Polônia e Suécia firmaram uma carta para avançar o projeto de Armas de Alcance Longo Europeias (ELSA). A iniciativa busca desenvolver mísseis de ataque de longo alcance dentro de uma estratégia europeia comum.

Ainda na prática, há grandes projetos de defesa da UE que enfrentam entraves. O programa FCAS, uma parceria franco-alemã-espanhola para caças, permanece em avaliação quanto à divisão de tarefas entre as nações envolvidas.

No terreno das colaborações, blocos de países europeus avançaram com novas iniciativas de defesa e com apostas em consórcios para aquisições conjuntas, incluindo defesa de mísseis balísticos e munições lançadas por ar, anunciadas em encontros paralelos à cúpula da OTAN.

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