- O exministro ucraniano German Galushchenko foi detido na fronteira ao tentar deixar o país, no âmbito do caso conhecido como Midas.
- Galushchenko foi ministro de Energia e, antes, de Justiça, e teve o domicílio registrado em novembro na investigação.
- A investigação envolve suposto esquema de corrupção milionária na empresa estatal Energoatom, com ações realizadas pela NABU e a SAPO.
- Entre os investigados estão mais próximos do círculo de Zelenski, incluindo o amigo íntimo e empresário Timur Mindich, que fugiu do país durante os registros.
- O caso contribuiu para desdobramentos no governo, incluindo a saída de Andrii Yermak, chefe de gabinete de Zelenski, e levou a protestos e críticas sobre a independência das autoridades anticorrupção.
O ex-ministro ucraniano German Galushchenko foi detido na fronteira ao tentar deixar o país. A prisão ocorreu no âmbito do caso Midas, ligado a suposto fraude no setor de energia. A ação foi anunciada pela NABU, agência anticorrupção, nesta quinta-feira.
Galushchenko chegou a ter o domicílio registrado em novembro, durante investigações que atingiram o entorno de Volodímir Zelenski. Além dele, a casa de um amigo próximo do presidente foi vasculhada no mesmo período.
A operação ocorreu após registros e prisões realizados pela NABU e pela SAPO. Entre os investigados, havia um empresário, um ex-assessor do ministro de Energia e o diretor-executivo de segurança da Energoatom.
Avanços da investigação
A investigação mira um possível esquema de milhões de dólares envolvendo a estatal Energoatom. Além do ex-ministro, o caso também trouxe à tona vínculos entre autoridades e empresas contratantes, conforme apurado pela imprensa.
Mindich, sócio de Zelenski na produtora que elevou o presidente à fama, foi citado entre os alvos. Ele deixou o país horas antes de um dos registros, sob a suspeita de envolvimento no repasse de vantagens.
Contexto político
O episódio ajudou a pressionar o governo, levando à saída de Andrii Yermak, braço direito de Zelenski. A demissão ocorreu após a casa dele ter também sido registrada pela justiça, em meio a críticas sobre a independência de órgãos anticorrupção.
A crise desencadeou protestos e tensão com organismos internacionais, num momento em que a Ucrânia busca acelerar a adesão à União Europeia. As autoridades reiteraram que as ações investigativas seguem conforme a lei.
Entre na conversa da comunidade