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Ex-ministro ucraniano é detido ao tentar cruzar fronteira na investigação de corrupção

Ex-ministro ucraniano de Energia é detido na fronteira ao tentar sair do país, em inquérito por fraude em Energoatom que envolve o entorno de Zelenski

El exministro ucranio German Galushchenko, en julio de 2023.
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  • O exministro ucraniano German Galushchenko foi detido na fronteira ao tentar deixar o país, no âmbito do caso conhecido como Midas.
  • Galushchenko foi ministro de Energia e, antes, de Justiça, e teve o domicílio registrado em novembro na investigação.
  • A investigação envolve suposto esquema de corrupção milionária na empresa estatal Energoatom, com ações realizadas pela NABU e a SAPO.
  • Entre os investigados estão mais próximos do círculo de Zelenski, incluindo o amigo íntimo e empresário Timur Mindich, que fugiu do país durante os registros.
  • O caso contribuiu para desdobramentos no governo, incluindo a saída de Andrii Yermak, chefe de gabinete de Zelenski, e levou a protestos e críticas sobre a independência das autoridades anticorrupção.

O ex-ministro ucraniano German Galushchenko foi detido na fronteira ao tentar deixar o país. A prisão ocorreu no âmbito do caso Midas, ligado a suposto fraude no setor de energia. A ação foi anunciada pela NABU, agência anticorrupção, nesta quinta-feira.

Galushchenko chegou a ter o domicílio registrado em novembro, durante investigações que atingiram o entorno de Volodímir Zelenski. Além dele, a casa de um amigo próximo do presidente foi vasculhada no mesmo período.

A operação ocorreu após registros e prisões realizados pela NABU e pela SAPO. Entre os investigados, havia um empresário, um ex-assessor do ministro de Energia e o diretor-executivo de segurança da Energoatom.

Avanços da investigação

A investigação mira um possível esquema de milhões de dólares envolvendo a estatal Energoatom. Além do ex-ministro, o caso também trouxe à tona vínculos entre autoridades e empresas contratantes, conforme apurado pela imprensa.

Mindich, sócio de Zelenski na produtora que elevou o presidente à fama, foi citado entre os alvos. Ele deixou o país horas antes de um dos registros, sob a suspeita de envolvimento no repasse de vantagens.

Contexto político

O episódio ajudou a pressionar o governo, levando à saída de Andrii Yermak, braço direito de Zelenski. A demissão ocorreu após a casa dele ter também sido registrada pela justiça, em meio a críticas sobre a independência de órgãos anticorrupção.

A crise desencadeou protestos e tensão com organismos internacionais, num momento em que a Ucrânia busca acelerar a adesão à União Europeia. As autoridades reiteraram que as ações investigativas seguem conforme a lei.

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