- O gabinete de Israel aprovou medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos, iniciando pela primeira vez desde 1967 o processo de registro de terras.
- Os palestinos classificaram a decisão como “de-facto anexação” e afirmam que a medida visa enterrar a ocupação com atividade de assentamento ilegal.
- O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu sustenta que qualquer estado palestino representa ameaça à segurança, e a coalizão inclui setores pró-assentamentos.
- O registro de terras é apresentado como resposta a processos de registro de terras promovidos pela Autoridade Palestina e como meio de reduzir disputas.
- A decisão ocorre em meio a medidas anteriores para ampliar o controle sobre a Cisjordânia; nos Estados Unidos, a administração não buscou frear o ritmo de assentamentos, e a Corte Internacional de Justiça já afirmou, em 2024, que a ocupação é ilegal.
No domingo, o gabinete israelense aprovou medidas para ampliar o controle sobre a Cisjordânia ocupada e facilitar a compra de terras por colonos, o que os palestinos chamaram de de-facto anexação. A decisão intensifica a trajetória de ocupação na região.
A Cisjordânia é território disputado, com grande parte sob controle militar e administração limitada pela Autoridade Palestina. O tema permanece central no conflito israelense-palestino.
O premiê Benjamin Netanyahu, em campanha para as eleições deste ano, sustenta que qualquer estado palestino representa risco de segurança. A coalizão do governo inclui membros pró-colono.
Bezalel Smotrich, ministro das Finanças, afirmou que as medidas fortalecem o assentamento e ampliam o controle sobre áreas estratégicamente relevantes. Defesa, Israel Katz, descreveu o registro de terras como medida de segurança para cidadãos e interesses nacionais.
A liderança palestina rejeitou a decisão, qualificando-a como de-facto anexação de território ocupado e como início de planos para consolidar a ocupação por meio de novas moradias ilegais. A reação enfatiza o impacto político e diplomático.
A comunidade internacional tem posições distintas. A linha dos EUA, sob a administração atual, não detém ações para impedir o acelerado avanço dos assentamentos, segundo análises internacionais. Em 2024, o TPI confirmou, em opinião não vinculante, que a ocupação é ilegal e deve terminar.
O governo israelense já havia adotado medidas recentes para ampliar controles sobre a West Bank, incluindo ações de maior poder de tomada de decisão sobre terras, conforme reportado por veículos internacionais.
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