- Ataques israelenses a Gaza na madrugada de domingo fizeram dez mortos, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
- Drones israelenses teriam impedido equipes médicas de socorrer as vítimas, que somam mais de seiscentos desde o início do cessar-fogo, de acordo com autoridades da região.
- Um bombardeio no oeste do campo de refugiados de Yabalia deixou quatro mortos; a Médica Palestina elevou o total para seis nesse episódio.
- Em Jan Yunis, no sul da Faixa, houve mais cinco mortes.
- O Exército de Israel afirma ter reagido a uma infiltração de militantes além da Linha Amarela, com duas mortes entre os suspeitos; as forças defendem ações precisas, em conformidade com o direito internacional.
O exército de Israel lançou múltiplos ataques contra Gaza na manhã de domingo, resultando em pelo menos 10 mortes, conforme o Ministério de Saúde de Gaza. A ofensiva ocorre após a denúncia de violação do cessar-fogo pelas forças israelenses.
Drones israelenses teriam impedido equipes médicas de chegar às vítimas, que, segundo autoridades locais, elevam o número de mortos desde o início do cessar-fogo teórico em outubro para mais de 600.
Entre os locais atingidos, o setor oeste do campo de refugiados de Yabalia, no norte de Gaza, registrou um bombardeio a uma área de tendas de deslocados, com estimativa de quatro mortes. A Palestiniana Red Crescent informou seis vítimas nesse incidente. Em Jan Yunis, no sul, houve outra operação com cinco mortos.
Testemunhas locais afirmam que os drones impediram ações de resgate. Dados oficiais de Gaza apontam 601 mortes desde o início do cessar-fogo, enquanto Israel indica quatro soldados mortos no mesmo período.
Contexto e desdobramentos
Segundo uma nota do exército israelense divulgada no sábado, homens armados teriam se infiltrado além da Linha Amarela e se ocultaram entre escombros perto de posições israelenses. Tal ataque foi utilizado pela defesa de Israel como justificativa para a ofensiva do domingo.
Fontes militares citadas por agências como Reuters e Haaretz defenderam a operação como resposta à agressão de Hamás no dia anterior. As declarações afirmam que as ofensivas são proporcionais e alinhadas ao direito internacional.
Situação humanitária e cenário regional
O acordo de outubro, promovido pela Administração Trump, previa cessar bombardeios e dividir o controle do território, com retirada gradual de forças israelenses conforme o desarmamento de Hamás. Mesmo assim, operações militares periódicas persistem em Gaza.
Dados de mortalidade mantidos pelo Ministério de Saúde de Gaza indicam que mais de 72 mil pessoas morreram desde 7 de outubro de 2023, data do maior ataque infligido por Hamás, segundo autoridades locais.
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