Em Alta NotíciasConflitosPessoasAcontecimentos internacionaiseconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Novo Congresso da Coreia do Norte redefine metas armamentistas após falhas do plano de 2021

Coreia do Norte redefine metas militares no Congresso, priorizando drones, artilharia convencional, submarinos nucleares e cooperação com a Rússia

North Korean leader Kim Jong Un directs test of large-caliber multiple-rocket launch system
0:00
Carregando...
0:00
  • A nova sessão do Congresso do país deve redefinir metas militares, incluindo armas hipersônicas, míssil balístico intercontinental de combustível sólido e satélites e drones de reconhecimento, conforme relatório de Kim ao 8º Congresso do Partido.
  • O programa de drones está se expandindo e há sinais de cooperação com a Rússia, segundo análises de think tanks, com implicações estratégicas para a segurança na península coreana e na região.
  • O foco em artilharia convencional é destacado como eixo, com drones de ataque e maior produção de lançadores de foguetes, além de exportações associadas ao conflito na Ucrânia que ajudam a modernizar o arsenal.
  • O desenvolvimento de submarinos enfrenta desafios: submarino nuclear com potencial de lançamento de misseis antiaéreos está no estágio de exame final, mas questões de propulsão, integração de sistemas e treinamento persistem.
  • O programa de satélites de reconhecimento mantém-se, apesar dos atrasos: o primeiro satélite militar ficou em órbita em 2023, a tentativa de 2024 falhou, e há indícios de envolvimento russo, com dúvidas sobre confiabilidade.

O Comitê Central do Partido Norte-coreano divulgou, em relatório dirigido ao VIII Congresso do Partido, metas para ampliar o arsenal do país. O documento, apresentado por Kim Jong Un, aponta planos para armas de alta tecnologia, incluindo mísseis hipersônicos, um míssil balístico intercontinental de combustível sólido, além de satélites de reconhecimento e drones. A divulgação ocorreu em meio a decisões para revisar metas de 2021.

O texto destaca que o projeto de um novo submarino movido a energia nuclear está em fase de “exame final”, acompanhado da conclusão de obras em equipamentos autônomos de ataque, meios de reconhecimento e detecção, e num satélite de reconhecimento militar. A ênfase é na modernização por meio de várias tecnologias.

Drones

Desde 2021, a mídia estatal mostra Kim supervisionando testes de drones de reconhecimento, com foco em sistemas não tripulados e IA para guerras modernas. Analistas: programa de drones e capacidade de produção estão em expansão. Fontes de segurança sul-coreanas mencionaram a possibilidade de cooperação com a Rússia na fabricação de drones.

Artilharia e meios convencionais

Kim tem enfatizado a capacidade de ataque convencional como pilar, incluindo lançadores de foguetes de grande porte. Em 2025, a imprensa estatal informou ordens para ampliar a produção de lançadores, considerados pilares da artilharia de longo alcance modernizada. Autoridades sul-coreanas apontam que o país forneceu a Rússia sistemas convencionais, como lançadores de 240 mm e obuses autopropulsados de 170 mm.

Submarinos

Em 2023, a Coreia do Norte revelou um submarino tático de ataque nuclear, interpretado por analistas como uma possível adaptação de um casco de classe Romeo. Em dezembro de 2025, a mídia estatal mostrou Kim inspecionando a construção de um submarino nuclear capaz de lançar mísseis surface-to-air. Especialistas reconhecem avanços, mas destacam desafios em propulsão, sensores, integração de armas e formação de tripulação.

Satélites

Um objetivo estratégico é o reconhecimento por meio de satélite, com o primeiro satélite de espionagem militar lançado em 2023. Tentativas subsequentes, em 2024, terminaram com falha de lançamento. O governo sul-coreano aponta que, embora haja progresso, ainda não houve anúncio de novas missões. Analistas sugerem que a cooperação com a Rússia pode ampliar capacidades no setor.

Conclusões e contexto

O relatório sugere que a Coreia do Norte busca ampliar capacidades militares e exportações para sustentar modernização, inclusive com exportação de armamentos após o conflito na Ucrânia. Observadores ressaltam incertezas sobre o funcionamento real de algumas tecnologias, especialmente submarinos nucleares, diante de sanções e limitações técnicas.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais