- A nova sessão do Congresso do país deve redefinir metas militares, incluindo armas hipersônicas, míssil balístico intercontinental de combustível sólido e satélites e drones de reconhecimento, conforme relatório de Kim ao 8º Congresso do Partido.
- O programa de drones está se expandindo e há sinais de cooperação com a Rússia, segundo análises de think tanks, com implicações estratégicas para a segurança na península coreana e na região.
- O foco em artilharia convencional é destacado como eixo, com drones de ataque e maior produção de lançadores de foguetes, além de exportações associadas ao conflito na Ucrânia que ajudam a modernizar o arsenal.
- O desenvolvimento de submarinos enfrenta desafios: submarino nuclear com potencial de lançamento de misseis antiaéreos está no estágio de exame final, mas questões de propulsão, integração de sistemas e treinamento persistem.
- O programa de satélites de reconhecimento mantém-se, apesar dos atrasos: o primeiro satélite militar ficou em órbita em 2023, a tentativa de 2024 falhou, e há indícios de envolvimento russo, com dúvidas sobre confiabilidade.
O Comitê Central do Partido Norte-coreano divulgou, em relatório dirigido ao VIII Congresso do Partido, metas para ampliar o arsenal do país. O documento, apresentado por Kim Jong Un, aponta planos para armas de alta tecnologia, incluindo mísseis hipersônicos, um míssil balístico intercontinental de combustível sólido, além de satélites de reconhecimento e drones. A divulgação ocorreu em meio a decisões para revisar metas de 2021.
O texto destaca que o projeto de um novo submarino movido a energia nuclear está em fase de “exame final”, acompanhado da conclusão de obras em equipamentos autônomos de ataque, meios de reconhecimento e detecção, e num satélite de reconhecimento militar. A ênfase é na modernização por meio de várias tecnologias.
Drones
Desde 2021, a mídia estatal mostra Kim supervisionando testes de drones de reconhecimento, com foco em sistemas não tripulados e IA para guerras modernas. Analistas: programa de drones e capacidade de produção estão em expansão. Fontes de segurança sul-coreanas mencionaram a possibilidade de cooperação com a Rússia na fabricação de drones.
Artilharia e meios convencionais
Kim tem enfatizado a capacidade de ataque convencional como pilar, incluindo lançadores de foguetes de grande porte. Em 2025, a imprensa estatal informou ordens para ampliar a produção de lançadores, considerados pilares da artilharia de longo alcance modernizada. Autoridades sul-coreanas apontam que o país forneceu a Rússia sistemas convencionais, como lançadores de 240 mm e obuses autopropulsados de 170 mm.
Submarinos
Em 2023, a Coreia do Norte revelou um submarino tático de ataque nuclear, interpretado por analistas como uma possível adaptação de um casco de classe Romeo. Em dezembro de 2025, a mídia estatal mostrou Kim inspecionando a construção de um submarino nuclear capaz de lançar mísseis surface-to-air. Especialistas reconhecem avanços, mas destacam desafios em propulsão, sensores, integração de armas e formação de tripulação.
Satélites
Um objetivo estratégico é o reconhecimento por meio de satélite, com o primeiro satélite de espionagem militar lançado em 2023. Tentativas subsequentes, em 2024, terminaram com falha de lançamento. O governo sul-coreano aponta que, embora haja progresso, ainda não houve anúncio de novas missões. Analistas sugerem que a cooperação com a Rússia pode ampliar capacidades no setor.
Conclusões e contexto
O relatório sugere que a Coreia do Norte busca ampliar capacidades militares e exportações para sustentar modernização, inclusive com exportação de armamentos após o conflito na Ucrânia. Observadores ressaltam incertezas sobre o funcionamento real de algumas tecnologias, especialmente submarinos nucleares, diante de sanções e limitações técnicas.
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