- O Reino Unido avalia novas sanções contra a Rússia após atribuir ao Kremlin a responsabilidade pela morte de Alexei Navalny.
- Suécia, França, Alemanha, Holanda e o Reino Unido disseram que Navalny morreu de envenenamento com toxina de rã-dardo, supostamente encomendada pelo Estado russo.
- A toxina Epibatidina, encontrada no corpo de Navalny, não ocorre naturalmente na Rússia, indicando ingestão deliberada.
- A Rússia nega envolvimento; autoridades britânicas afirmam haver duas décadas de evidências que sustentam a acusação.
- Washington e aliados pediram à Organização para a Proibição de Armas Químicas que investigue; o governo britânico sinaliza possível aumento de sanções e continuidade do apoio à Ucrânia.
O Reino Unido está avaliando novas sanções contra a Rússia após associarem o Kremlin ao envenenamento do líder da oposição russa, Alexei Navalny. O Foreign Office, junto com quatro aliados europeus — Suécia, França, Alemanha e Países Baixos — informou que a morte de Navalny, ocorrida em uma penitenciária siberiana, foi muito provavelmente causada por uma toxina de sapo-dardo, organizada pelo estado russo.
A avaliação conjunta aponta que o veneno Epibatidina, produzido por sapos da América do Sul, não poderia ter sido ingerido acidentalmente dentro da Rússia e reforça a suspeita de participação estatal. As nações citadas entregaram a queixa à Organização para a Proibição de Armas Químicas e reiteraram que violaram convenções internacionais.
O chanceler britânico, Yvette Cooper, afirmou em entrevista que as evidências reunidas ao longo de dois anos tornam a acusação séria e fundamentada, mantendo a Rússia como única capaz de ter tido acesso, motivação e oportunidade para o ato. Cooper indicou que novas medidas de coordenação com aliados são consideradas, incluindo ampliação de sanções.
A Rússia negou qualquer envolvimento por meio da embaixada de Moscou em Londres, que classificou as alegações como infundadas e comparou-as a campanhas anteriores, mantendo o tom de desmentido público. A resposta enfatizou dúvidas sobre a veracidade das conclusões apresentadas pelos países ocidentais.
Repercussões e próximos passos
Cooper sugeriu que a cooperação com parceiros europeus e de outras regiões pode intensificar a pressão sobre o regime russo, inclusive com ações adicionais de sanção. A declaração também não afastou o apoio continuado à Ucrânia e o monitoramento de ameaças híbridas, em meio a um cenário de tensões persistentes entre Ocidente e Moscou.
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