- A chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse que os governos não estão prontos para definir uma data de adesão da Ucrânia, apesar do pedido de Zelenskiy.
- Zelenskiy reiterou que precisa de uma data como parte de garantias de segurança para um pacote de paz com a Rússia.
- A adesão em 2027 foi mencionada em um plano de paz de EUA, Ucrânia e UE, mas muitos governos a veem como irrealista, por depender do progresso no cumprimento de padrões da UE.
- O presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, afirmou que não há prontidão para aceitar uma data, embora a UE possa buscar uma fórmula que agrade aos Estados-membros.
- A Ucrânia pediu ingresso pouco depois da invasão russa de 2022; a entrada depende de avanços nas negociações, enquanto a Hungria bloqueia o início de talks detalhados.
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, afirmou em Munique que os governos dos Estados-membros não estão prontos para fixar uma data de adesão da Ucrânia ao bloco, mesmo com o pedido feito pelo presidente Volodymyr Zelenskiy. A declaração ocorreu durante a Conferência de Segurança de Munique.
Kallas disse que ainda há muito trabalho a ser feito para avançar com o processo de entrada da Ucrânia, lembrando que a adesão da UE é baseada em mérito e depende de progressos na conformidade com normas da União. Zelenskiy voltou a pedir uma data como parte de garantias de segurança para um pacote de paz com a Rússia.
A discussão sobre a adesão para 2027 ganhou espaço em planos diplomáticos que envolvem EUA, Ucrânia e UE. Diplomatas informaram que a ideia visa assegurar prosperidade econômica da Ucrânia após o conflito. Entretanto, muitos governos da UE consideram a data inviável diante do estágio atual do processo.
O presidente da Letônia, Edgars Rinkēvičs, reiterou o ceticismo quanto a uma data imediata, apontando que a UE pode buscar fórmulas alternativas, desde que satisfaçam países da região dos Bálcãs Ocidentais e Moldova, que também almejam adesão. Rinkēvičs destacou a relação entre qualquer acordo de paz e o ritmo das negociações.
A Ucrânia protocolou o pedido de adesão logo após a invasão em fevereiro de 2022, visando ancorar-se politicamente e economicamente na Europa. O país busca avanços no processo, apesar de entraves com a Hungria, que bloqueia o início das negociações aprofundadas.
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