- O ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Johann Wadephul, pediu à França que aumente os gastos com defesa para tornar a soberania europeia uma realidade.
- Wadephul afirmou, em entrevista, que Paris precisa colocar em prática as propostas de soberania europeia e agir de acordo com as palavras.
- Existe preocupação de que Washington possa não intervir em defesa de seus parceiros da OTAN, elevando a pressão para que países europeus fortaleçam suas capacidades militares.
- A OTAN pediu que os países membros cheguem a cinco por cento do PIB em gastos de defesa até 2035, mas o avanço tem sido insuficiente, segundo o ministro alemão.
- A França aparece entre os países com maior carga de dívida na União Europeia, enquanto a Alemanha já desviou parte de seu teto de endividamento constitucional para defesa, com mais de € cinqüenta centavos de bilhão previstos entre 2025 e 2029, em meio a atritos com Paris sobre cooperação militar e acordos comerciais.
A Alemanha pediu que a França aumente o gasto com defesa para avançar na autossuficiência europeia, conforme afirma o ministro das Relações Exteriores alemão. A cobrança acontece em meio a dúvidas sobre o compromisso dos EUA com a defesa europeia.
Wadephul destacou que a França precisa agir no seu país, já que a busca por soberania europeia exige exemplos práticos. A fala ocorre em um contexto de incerteza sobre a capacidade das nações da UE de se defender sem apoio americano.
O tema se integra a pressões para elevar investimentos militares na Europa. A Otan fixou meta de 5% do PIB até 2035, mas o progresso tem sido insuficiente, segundo o chanceler alemão, e também envolve atritos entre Paris e Berlim sobre projetos comuns.
Contexto europeu e planos de investimento
Em 2024/2025, a Alemanha abriu mão de parte do teto da dívida para gastos com defesa, com mais de 500 bilhões de euros previstos entre 2025 e 2029. A França figura no terceiro lugar em carga de dívida no bloco, atrás de Grécia e Itália, o que complica novos aportes.
Paralelamente, Berlim rejeita chamadas de Macron por endividamento compartilhado para financiamento de investimentos. As disputas se estendem ao desenvolvimento de um caça europeu de próxima geração e à assinatura de acordos comerciais da UE com países da América do Sul.
Durante a Munich Security Conference, líderes enfatizaram a necessidade de fortalecer compromissos de defesa a leste e à frente. O chanceler Friedrich Merz reiterou que não há espaço para autossuficiência isolada e defendeu a cooperação transatlântica.
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