- O Arco dos Faraglioni de Sant’Andrea, em Melendugno, Puglia, desabou no Dia dos Namorados, após fortes tempestades e chuvas intensas no sul da Itália.
- O marco rochoso era conhecido como cenário para propostas, selfies e cartões-postais, sendo um dos símbolos do Salento.
- O prefeito Maurizio Cisternino disse que é um golpe devastador para o litoral e para o turismo da Itália.
- Autoridades locais apontam que ventos fortes, mares bravios e chuvas recentes enfraqueceram a estrutura até o colapso final, o maior dano por erosão costeira na região.
- Especialistas associam o fenômeno a ciclones mediterrâneos (medicanes) e ao aquecimento das águas, que intensificam eventos climáticos extremos.
O Arco dos Faraglioni de Sant’Andrea, icônico marco natural da costa de Salento, caiu no mar Adriático no Dia de São Valentim. Estrutura de rocha que servia de cenário para propostas e selfies foi sagrada pela violência das ondas e pela chuva forte que atingiu o sul da Itália.
Segundo autoridades locais, ventos fortes, mares agitadíssimos e precipitação intensa nos dias anteriores enfraqueceram o arco até a implosão final na manhã de sábado. O dano é considerado o mais significativo da erosão costeira na região.
O prefeito de Melendugno, Maurizio Cisternino, confirmou o desaparecimento do monumento. A perda é descrita como um golpe histórico para o turismo local e para a identidade do Salento. A avaliação é de dano irreversível ao patrimônio natural.
A responsável pela área de turismo de Melendugno afirmou que a situação foi acompanhada com preocupação pelas autoridades desde o início do episódio. Profundas mudanças na paisagem costeira vêm sendo observadas pela comunidade.
Paralelo aos acontecimentos na Apulia, cientistas destacam que ciclones mediterrâneos, ou medicanes, ganham frequência em aquecimento das águas. Eventos atmosféricos extremos se associam a mares mais quentes e a impactos na infraestrutura costeira.
Especialistas explicam que anos recentes registraram recordes de calor no Mediterrâneo, o que intensifica ventos e ressurgência de ondas. O cenário aumenta o risco de novos danos a infraestrutura costeira, portos e vias litorâneas.
Em janeiro, o território italiano já havia registrado consequências de fortes tempestades. Um deslizamento em Niscemi, Sicília, arrancou parte de uma encosta após chuvas intensas provocadas pelo mesmo sistema climático, abrindo um desfiladeiro de 4 km.
O episódio de Niscemi deixou ruas e veículos engolidos pela encosta, reforçando a observação de que o litoral do sul da Itália enfrenta mudanças estruturais motivadas por eventos climáticos extremos. Autoridades destacam a necessidade de preparação e monitoramento.
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