- França e Itália defendem retomar o diálogo direto com Putin para não ficar à margem de um eventual acordo sobre a Ucrânia.
- Alemanha e Reino Unido são contrários, dizendo que ainda não é o momento de conversar com o presidente russo.
- EUA, sob Donald Trump, promoveram uma mesa de diálogo Moscou-Kiev sem participação europeia, aumentando o debate sobre o papel da União Europeia.
- Europa busca pressionar a Rússia para enfraquecê-la e melhorar a posição de Kiev, sem depender exclusivamente de Washington.
- Zelenski afirmou que a Europa está pouco presente nas negociações; Itália destacou a possibilidade de um enviado especial da UE para o diálogo com Moscou.
França e Itália defendem reabrir o diálogo direto com Putin, enquanto Berlim e Londres acham cedo demais. A União Europeia busca manter voz na mesa de conversa sobre Ucrânia diante de um protagonismo americano.
A discussão envolve a forma de abordar Moscou para não ficar de fora da arquitetura de segurança europeia. Macron defende debates com Rússia sem depender de Washington; Meloni aponta para um esforço europeu coordenado.
Enquanto isso, a UE sinaliza pressão sobre a Rússia para enfraquecer o regime de Putin e melhorar a posição de Kiev nas negociações. A matéria ganha contornos durante a Conferência de Segurança de Múnich.
Mudanças de tema e próximos passos
França reconstruiu canais técnicos com Moscou. Macron enviou o principal assessor diplomático a Moscou recentemente, mas as avaliações indicam pouco ganho imediato.
Italia, à vista, defende diálogo europeu mais amplo, alinhando-se com a Áustria, Luxemburgo e República Checa. Alemanha e Reino Unido repetem que não veem necessidade de novos canais agora.
Pressão e chanceleres
Várias fontes destacam a necessidade de elevar a pressão externa sobre a Rússia. Residentes em Bruxelas ressaltam que o diálogo só funciona com firmeza de resposta e unidade entre os 27 Estados.
Zelenski afirmou pela rede social que aliados aprovaram novo pacote de ajuda a Kiev, previsto para o quarto aniversário da invasão, em fevereiro. A decisão ocorre em meio a debates sobre apoio militar e energético.
Enviado especial e cenário geopolítico
Há propostas de nomear um enviado especial da UE para diálogo com a Rússia, com nomes como o ex-primeiro-ministro finlandês Alexander Stubb em pauta. A ideia divide posições entre os países membros.
Moscou sinaliza abertura ao diálogo, visto como passo positivo pela assessoria de imprensa do Kremlin. Analistas ressaltam, porém, que a área de segurança europeia exige postura de força para negociar com uma potência agressiva.
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