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Margot, irmã mais velha de Ana Frank, ganha visibilidade em seu centenário

Margot Frank completa cem anos; irmã de Ana Frank ganha destaque em Amsterdã com nova página da Casa Anne Frank para preservar sua memória

Foto escolar de Ana Frank (1929-1945), la joven judía que se hizo famosa por su diario sobre la vida bajo la ocupación nazi, 1940.
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  • Margot Frank completou cem anos no dia 16 de fevereiro de 2026 e é a irmã mais velha de Ana Frank, autora do famoso diário.
  • Foi discreta, estudiosa e prática de esportes; escrevia também seus relatos em um caderno, perdido quando a família se escondeu em Amsterdã em 1944.
  • A família Frank viveu no Anexo, casa ligada à Casa de Anne Frank, até a chegada dos nazistas em 4 de agosto de 1944; apenas Otto Frank retornou dos campos de concentração.
  • Margot, que nasceu em Fráncfort em 1926, mudou-se com a família para os Países Baixos em 1933, fugindo do antisemitismo na Alemanha.
  • A Casa de Anne Frank lançou página e uma pequena mostra para manter viva a lembrança de Margot, que aparece nas notas e no diário de Ana como alguém estudioso e reservado.

Margot Betti Frank, irmã mais velha de Anne Frank, completou 100 anos neste 16 de fevereiro. Em Haia, a Casa de Anne Frank reforça a lembrança da jovem já falecida. Margot viveu na perseguição nazi durante a ocupação e dividia o destino da família com Anne.

Nascida em 1926, em Fráncfort, Margot mudou-se com os pais para os Países Baixos em 1933. Em Amsterdam, destacou-se na escola e praticou esportes aquáticos. Ao lado de Anne, registrou parte de sua vida em um caderno que se perdeu com o desenrolar dos acontecimentos da guerra.

Após a invasão nazista, Margot foi convocada para suposta remessa à Alemanha, o que levou a família a se esconder no Anexo da Casa de Atrás, em Amsterdam, a partir de 1942. Lá estudou e manteve contato com Anne, ajudando nos estudos e mantendo o ânimo das adolescentes.

Em 1944, a operação de arresto levou os oito refugiados e dois colaboradores a serem presos, seguindo para Auschwitz-Birkenau e Bergen-Belsen. Margot, com 18 ou 19 anos, e Anne, 15, morreram de tifus nos campos de concentração perto do final da guerra.

A vida de Margot continua documentada em paralelo ao Diário de Anne. Enquanto Otto Frank, pai das meninas, sobreviveu à guerra e tornou público o diário, a Casa de Anne Frank abriu uma página web dedicada a Margot, além de uma pequena exposição para manter viva a memória da irmã mais velha.

Segundo a história compartilhada pela instituição, Margot era estudiosa, disciplinada e dedicada aos esportes. O relato também relembra as cartas trocadas com amigas de outros países e a vontade de seguir em frente, mesmo diante da adversidade.

Legado e memória

A casa museu de Amsterdam reforça que Margot teve um papel relevante na vida de Anne, mesmo com personalidades distintas. A narrativa coloca a irmã como parte central da história familiar e do relato histórico do Holocausto.

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