- O FBI informou à BCA que não compartilhará evidências ou informações sobre a investigação da morte de Alex Pretti, ocorrida em 24 de janeiro em Minneapolis, durante operação federal de imigração.
- Pretti era enfermeiro do Departamento de Serviços Americanos—Veterans Affairs e foi morto por agentes da Alfândega e Proteção de Fronteiras durante ação de fiscalização de imigração na cidade.
- O governador de Minnesota, Tim Walz, pediu uma investigação imparcial sobre os incidentes em Minneapolis.
- A BCA afirmou que continuará buscando acesso a informações relevantes e manterá a investigação conjunta, mesmo diante da recusa do FBI; a falta de cooperação já impactou outros casos.
- O episódio faz parte de um contexto de operações federais de imigração em Minnesota, que gerou críticas políticas e protestos, com outros casos de mortes envolvendo agentes de fronteira.
O FBI não compartilhará evidências do inquérito sobre a morte de Alex Pretti, segundo as autoridades de Minnesota. Ele foi morto por agentes de imigração em 24 de janeiro, em Minneapolis, durante operações de fiscalização.
Pretti, enfermeiro do Departamento de Veteranos, observava as ações de imigração na cidade quando foi alvejado por agentes da CBP. O episódio ocorreu duas semanas após a morte de Renee Good e dez dias após o tiroteio de Julio C. Sosa-Celis.
Na segunda-feira, a BCA informou que o FBI comunicou formalmente não disponibilizar informações ou evidências relacionadas ao disparo. A decisão complica a condução de uma apuração independente no estado.
O governador Tim Walz pediu uma investigação imparcial sobre os disparos em Minneapolis. Em resposta, o governador afirmou que a atuação de autoridades federais não pode se sobrepor às normas locais.
Drew Evans, superintendente da BCA, disse que a falta de cooperação é preocupante e sem precedentes, mas que o estado seguirá com investigações independentes e transparentes.
Ele acrescentou que a BCA continuará buscando todos os meios legais para obter acesso a informações relevantes e evidências, mantendo o foco na apuração adequada dos fatos.
O FBI não respondeu imediatamente a solicitações de comentário sobre o caso. A instituição já havia se recusado a compartilhar informações sobre as mortes de Good e Sosa-Celis.
Anteriormente, a BCA afirmou que, sem acesso total a evidências, testemunhos e informações, não é possível atender aos padrões de investigação exigidos pela lei de Minnesota e pelo público.
Em dezembro, a administração Trump enviou oficiais federais à região de Minneapolis, em operação de grande força contra imigrantes, denominada “Operation Metro Surge”.
Tanto Democrats quanto Republicans pediram investigações independentes sobre os tiroteios ocorridos em Minneapolis, segundo relatos locais.
Pretti e Good eram cidadãos americanos que trabalhavam ou observavam as ações de imigração em Minneapolis; vídeos de seus tiroteios circularam amplamente, gerando protestos.
Sosa-Celis foi atingido na perna por um oficial do ICE recentemente; autoridades inicialmente alegaram que ele e outros homens tavam emboscando o agente. Dois oficiais do ICE estão afastados desde então, sob investigação.
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