- A ex-ministro da energia da Ucrânia foi detido como suspeito em um caso de propina, sob acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.
- O escândalo, conhecido como caso Midas, envolve uma suposta rede de propina de cerca de 100 milhões de dólares na agência governamental atômica, atingindo autoridades e empresários próximos ao presidente Volodymyr Zelenskiy.
- O ex-ministro governou de 2021 a 2025 e foi detido enquanto tentava deixar a Ucrânia, segundo autoridades anticorrupção.
- A Autoridade Nacional Anticorrupção da Ucrânia afirmou que, durante o mandato dele, a organização criminosa recebeu mais de 112 milhões de dólares em dinheiro proveniente de atividades ilegais no setor de energia.
- O escândalo também resultou na saída do chefe de gabinete de Zelenskiy; todos os envolvidos negam as acusações.
O Ministério Público anti-corrupção da Ucrânia informou que um ex-ministro da Energia foi detido como suspeito em um caso de propina de alto escalão. A operação envolve acusações de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa, segundo os Procuradores. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira, sem revelar o nome do ex-ministro.
O caso faz parte do desdobramento do que ficou conhecido como a crise do “Midas”, ligado a uma suposta propina de cerca de 100 milhões de dólares no órgão estatal de energia atômica. A investigação também envolve outros altos funcionários e um ex-assessor próximo ao presidente Volodymyr Zelenskiy.
Os responsáveis pela investigação mencionaram que o ex-ministro comandou entre 2021 e 2025. A detenção ocorreu no fim de semana, quando o suspeito tentava deixar a Ucrânia, disseram as autoridades.
Detalhes do indiciamento
Segundo a National Anti-Corruption Bureau, durante o mandato do ex-ministro, a organização criminosa teria recebido mais de 112 milhões de dólares em dinheiro proveniente de atividades ilegais no setor de energia. As informações foram obtidas no âmbito de cooperação com autoridades de diversos países.
As informações oficiais indicam que materiais de várias jurisdições sustentaram a conclusão sobre o envolvimento do ex-ministro. A investigação permanece em curso e não houve confirmação sobre prisões adicionais ou desdobramentos na investigação.
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