- O presidente da Letônia, Edgars Rinkevics, afirmou que o exército russo é muito forte, mesmo diante das perdas.
- Ele observou mudanças na retórica de líderes de partidos de ultradireita na Europa, que não apoiam a Rússia tão abertamente.
- Rinkevics defende o aumento da defesa europeia, com investimentos nacionais e europeus, para chegar a cinco por cento do PIB.
- Sobre Ucrânia, disse que a União Europeia oferece mais ajuda financeira do que os EUA, mas ainda falha em sanções e na pressão sobre a Rússia.
- Aponte que os Estados Unidos continuam relevantes para a segurança europeia, e que o vínculo transatlântico precisa ser mantido e discutido com clareza.
Edgars Rinkēvičs, presidente de Letônia, concedeu uma entrevista na Conferência de Segurança de Munique, realizada no fim de semana. O uso de sala de café levou a um tom reservado para discutir a relação com a Rússia e temas europeus.
O presidente conservador afirmou que o exército russo continua forte, apesar das perdas recentes, e destacou a indústria de defesa como um fator que sustenta Moscou. Também observou mudanças na retórica de setores de ultradireita na Europa.
Rinkēvičs ressaltou que Letônia, país vizinho da Rússia, precisa levar o tema com seriedade. Enfatizou dificuldades econômicas na Rússia, mas lembrou que o poder militar russo impõe cautela ao lidar com o regime.
Sobre o papel da União Europeia diante do conflito, o presidente disse que o bloco ainda não faz o suficiente para apoiar a Ucrânia, especialmente no terreno financeiro e nas sanções. Apontou necessidade de maior pressão para Moscou.
Quanto à cooperação em defesa, o líder letão discutiu a ideia de fortalecer a defesa europeia com investimentos nacionais e comuns. Questionou a dependência histórica do papel dos Estados Unidos, mas sem abandonar alianças transatlânticas.
No debate sobre a imediante evolução política na Europa, Rinkēvičs observou que alguns partidos de direita moderaram discursos pró-Rússia em governos de coalizão. Em outras palavras, mudanças são graduais e variam por país.
Para encerrar, o presidente reiterou que a defesa europeia deve avançar para além de expectativas negativas sobre o papel americano, buscando uma relação de parceria igual entre Estados, com metas claras para a capacidade de defesa da região.
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