- O Vaticano vai aumentar a segurança na Basílica de São Pedro, mas quer evitar a militarização do espaço.
- O cardeal Mauro Gambetti afirmou que mais de 20 milhões de pessoas passaram pela basílica no último ano e que incidentes foram muito limitados diante do fluxo de visitas.
- As medidas serão discretas, com checagem na entrada e 40 a 60 pessoas atuando na segurança interna.
- Gambetti disse que o objetivo é proteger sem transformar o local em ambiente de controle excessivo, mantendo um “gosto de liberdade” para quem entra.
- O cardeal pediu à imprensa que evite copiar padrões que incentivem cópias, destacando o papel das redes sociais e da educação para prevenir novos episódios.
O Vaticano vai aumentar a segurança na Basílica de São Pedro após atos de vandalismo, mas busca evitar a “militarização” de um dos locais mais visitados da Igreja. O cardeal Mauro Gambetti afirmou que a medida visa proteger espaços específicos sem comprometer a sensação de liberdade dos visitantes.
Ele revelou que mais de 20 milhões de pessoas passaram pela Basílica no último ano e que os incidentes recentes foram “muito limitados” frente ao volume de fiéis e turistas. A apreciação educativa vem antes das comemorações do 400º aniversário da dedicação da catedral.
Os novos procedimentos, ainda a serem definidos, devem ser discretos. Atualmente, entrada sujeita a revista, com 40 a 60 pessoas atuando de modo reservado na segurança interna, segundo Gambetti. A ideia é manter a basílica como espaço aberto, com limites claros de proteção.
Medidas de segurança e contexto
Gambetti ressaltou que a Igreja pondera onde vale a proteção extra e onde não é necessário chegar à militarização. O objetivo é não restringir a liberdade de quem visita, mantendo equilíbrio entre proteção e acessibilidade.
O cardeal também pediu cautela para evitar incentivos a comportamentos imitativos. Ele destacou a influência das redes sociais e de tutoriais online na ocasião de atos semelhantes, ressaltando a necessidade de educação institucional e midiática para reduzir incidentes.
Observa-se que a Segurança no local tem sido alvo de escrutínio desde episódios no altar central, conhecido por seu dossel de bronze e madeira, obra de Bernini. Em antecedentes, houve casos de invasão ao altar, com danos a objetos religiosos.
Gambetti indicou ainda que pessoas envolvidas em tais atos podem apresentar fragilidades sociais. A igreja defende entender vulnerabilidades e trabalhar para prevenir novos episódios, sem detalhar medidas específicas.
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