- os EUA declararam ter atacado três barcos suspeitos de tráfico de drogas no Pacífico leste e no Caribe, resultando em 11 mortos.
- desde setembro, os ataques com força naval já deixaram 145 mortos, segundo a imprensa; foram 42 ataques conhecidos nessas rotas.
- o Comando Sul dos EUA divulgou vídeo dos ataques, afirmando que os barcos estavam em rotas de narco-tráfico; o material não verifica a alegação.
- em um dos barcos no Pacífico morreram quatro homens; em outro, quatro; e no Caribe, três pessoas—nenhum militar ficou ferido.
- críticos e organizações defendem que os ataques, sem ameaça iminente, podem configurar execuções extrajudiciais; a análise da Washington Office on Latin America aponta violação de devido processo.
Dois ataques a barcos de tráfico de drogas foram anunciados pelo Comando Sul dos EUA na segunda-feira, envolvendo três embarcações no Caribe e no Pacífico leste. Segundo autoridades, as ações resultaram na morte de 11 pessoas, em uma das jornadas mais intensas da atual campanha antipirataria. O objetivo foi neutralizar operações de narcotráfico em rotas conhecidas.
O Comando Sul informou que os navios eram suspeitos de transportar criminosos ligados ao narcotráfico e que as operações ocorreram sem feridos entre as forças americanas. Quatro homens morreram em cada uma de duas embarcações no Pacífico Leste, e três morreram em uma embarcação no Caribe, conforme balanço divulgado.
Antes das ações desta semana, a Força Aérea e a Marinha já tinham realizado outras incursões semelhantes, com alegações de que as embarcações estavam transitando por rotas de tráfico. Um vídeo divulgado pela própria instituição mostra os navios em operação, mas não confirma de forma independente as acusações de tráfico.
Contexto e controvérsias
Especialistas jurídicos questionam a legalidade de ataques marítimos sem ameaça iminente de violência, argumentando que poderiam configurar execuções extrajudiciais. Organizações como a Washington Office on Latin America destacaram a ausência de devido processo para os envolvidos.
As ações ocorrem num contexto de tensão regional, com a recente detenção do presidente venezuelano Nicolás Maduro em ligação com acusações de drogas, armas e narcoterrorismo. Já o Pentágono mobilizou várias embarcações para coibir o tráfico de drogas e atividades associadas ao petróleo ilegal, segundo reportagens de veículos como o Washington Post.
Entre na conversa da comunidade