- Jornalista angolano Teixeira Candido teve o telefone infectado pelo spyware Predator em maio de 2024, segundo a Amnesty International.
- A campanha de ataques começou em abril de 2024 via mensagens no WhatsApp; Candido teria clicado em um link em 4 de maio, acionando a infecção.
- O Predator concedeu acesso total ao conteúdo do telefone; a Amnesty não atribuiu o ataque a um cliente governamental específico.
- Este é o primeiro caso confirmado de uso do Predator em Angola, segundo o relatório da Amnesty International.
- O governo dos Estados Unidos impôs sanções a sete pessoas associadas ao Intellexa Consortium em março de 2024; em 30 de dezembro de 2025, três executivos da Intellexa foram removidos das sanções.
O aplicativo de telefone de Teixeira Candido, jornalista angolano de destaque e ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Angola, foi infectado pelo spyware Predator por um curto período em maio de 2024. A informação consta em um relatório divulgado pela Anistia Internacional nesta terça-feira.
De acordo com o documento, Candido recebeu uma sequência de mensagens no WhatsApp que começou em abril de 2024. Ele abriu um link em 4 de maio, acionando a infecção que concedeu aos alvos acesso total ao conteúdo do aparelho. A Anistia afirmou ser o primeiro caso confirmado de uso do Predator em Angola.
Contexto internacional
Pesquisadores e o governo dos EUA vincularam o spyware da Intellexa a abusos de privacidade em anos recentes. A Anistia não atribuiu a mira a um cliente governamental específico. Um advogado ligado à Intellexa não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
Desdobramentos e antecedentes
Candido relatou estar vulnerável e sem saber que conteúdos poderiam ter sido acessados; o alvo, afirmou, foi contatado por alguém desconhecido que se apresentou como parte de um grupo de estudiantes com um projeto. Em março de 2024, o governo dos EUA impôs sanções a sete pessoas associadas ao Intellexa Consortium.
Observação adicional
Em 30 de dezembro de 2025, a administração Trump removeu três executivos ligados à Intellexa da lista de sanções. Uma autoridade americana alegou que esses indivíduos haviam mostrado medidas para se dissociar do consórcio Intellexa.
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