- Uma juíza de imigração bloqueou a deportação de Mohsen Mahdawi, 34 anos, estudante da Universidade de Columbia e ativista pró-Palestina, detido na entrevista de cidadania em Vermont no ano passado.
- Mahdawi, residente permanente dos EUA, teve o caso levado a uma corte de apelação federal em Nova York, onde advogados apresentaram detalhes da decisão.
- A decisão apontou que as evidências do governo não eram admissíveis para provar removibilidade, incluindo a falha em autenticar um memorando atribuído ao secretário de Estado Marco Rubio.
- O ACLU destacou que a decisão evidencia a importância da revisão judicial federal em processos migratórios, especialmente quando há alegações de violação de direitos constitucionais.
- Mahdawi foi preso pelo ICE em abril do ano passado, ficou detido por mais de duas semanas e foi liberado após habeas corpus; nasceu em um campo de refugiados na Cisjordânia e, após a detenção, se formou em Columbia e retornou à instituição para o mestrado.
Mohsen Mahdawi, 34 anos, ativista pró-Palestina e estudante da Columbia University, teve indeferimento de deportação bloqueado por uma juíza de imigração nos EUA. O caso envolve o governo de Donald Trump e uma detenção ocorrida durante uma entrevista de cidadania em Vermont, no ano passado.
A decisão ocorreu após recurso na corte federal de apelações em Nova York, que já tinha liberado Mahdawi da custódia de imigração em abril. O juiz Nina Froes considerou que não houve prova suficiente de removibilidade, incluindo autenticidade de um memorando atribuído ao secretário de Estado.
Mahdawi, residente permanente no país, disse estar grato à corte pela garantia do devido processo e afirmou que a detenção foi motivada pela sua fala contra o que chamou de genocídio palestino durante a entrevista de cidadania. Ele nasceu em um campo de refugiados na Cisjordânia ocupada.
Contexto e antecedentes
Mahdawi foi preso pela Immigration and Customs Enforcement (ICE) em abril do ano passado, sem ter sido acusado formalmente de crime. A defesa alegou motivação retaliatória ligada à sua atuação em defesa dos direitos palestinianos.
A defesa sustentou que a detenção foi parte de uma política de silenciar vozes críticas à política de Israel, apontação que apoiou com ações legais em Vermont e Nova York. A liberação ocorreu após habeas corpus apresentado pela defesa.
Impacto jurídico
Advogados da ACLU destacaram a importância do escrutínio federal em casos de imigração quando há alegações de violações constitucionais. A defesa afirmou que, sem a intervenção judicial, Mahdawi permaneceria detido sem comprovação adequada.
Situação atual e próximos passos
Mahdawi permanece como residente permanente nos EUA e continua seus estudos no SIPA, após já ter concluído a graduação na Columbia em maio. O caso reforça o uso de revisões judiciais em políticas de imigração.
Fontes e contexto
A reportagem reúne informações de registros judiciais e declarações de representantes legais. Diversos detalhes do processo constam em documentos apresentados ao tribunal de Nova York.
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